A origem desse caldo é do norte do estado de Minas Gerais, da região de Salinas. O nome se dá por levar frango desfiado, seu principal ingrediente. Quenga quer dizer frango/galinha. Não tem nada a ver com o sentido pejorativo e ofensivo que se dá à palavra em alguns outros locais do Brasil.
Dito isto, vamos à receita, porque o calorão deu uma amenizada e é tempo de mandioca, segundo ingrediente essencial desse caldo bastante saboroso.
A primeira vez que experimentei e ouvi falar desse prato foi na casa de meu irmão, Luciano Chiarion, mas, na época, ainda não tinha esta coluna culinária e acabei esquecendo dele. Revi na internet e resolvi fazer e trazer aos leitores.
O prato é completo, mas, se quiser, acompanha um arroz branco. Simplesmente faça, pois é aquela comida que, enquanto a maioria dos ingredientes está cozinhando na panela de pressão (adoro essa danadinha para facilitar o trabalho na cozinha), você já prepara na panela final as carnes e pica a couve e o cheiro verde para finalizar.
CALDO DE QUENGA

- 2 colheres (sopa) de óleo
- Alho e cebola a gosto
- 1 peito de frango médio (com ou sem osso) – vai colocar inteiro para cozinhar
- 1 cenoura em cubos
- 500 g de mandioca picada
- 500 g. de mandioquinha picada
- Páprica, pimenta, sal, noz moscada
- Meio litro de água
- 200 g de bacon em cubos
- 200 g de calabresa defumada fatiada
- 100 g de couve fatiada (coloquei um maço)
- Cheiro verde picado
Na panela de pressão, coloque 1 colher de óleo e frite e cebola e o alho. Junte o peito de frango e dê uma selada. Em seguida, junte a mandioca, a cenoura, a mandioquinha, sal, pimenta, páprica e a noz moscada ralada (só para dar um toque). Cubra com a água e leve à pressão por cerca de 30 minutos.
Sem a pressão, retire o frango da panela e desfie. Reserve.
Todo o resto dos ingredientes que cozinhou bata no liquidificador, para virar um creme, e reserve.
Numa panela grande, com a outra colher de óleo, frite o bacon e a linguiça calabresa defumada, acrescente o frango desfiado e deixe uns minutos para misturar os sabores.
Depois, junte o caldo que foi batido e deixe ferver mexendo de vez em quando. Perto da hora de servir, ainda com a mistura quente, junte a couve picada, misture e mexa para que cozinhe – cerca de mais um minutinho no fogo – e finalize com o cheiro verde.

Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é profes- sora de Educação Infantil nesta cidade e autora do li- vro “Redescobrindo – recei- tas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Pau- lista (Ases), foi membro fun- dadora da Academia Bra- gantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.
Até nosso próximo encontro
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