Cabidão de empregos

Há muito ouvimos falar que a Prefeitura é um cabidão de empregos. Mas o que seria isso, caro leitor?

Um cabide é um objeto em que se penduram roupas. A Prefeitura seria então um grande cabide em que se “penduram”, ou melhor, se empregam pessoas.

E que pessoas são essas? Aquelas que passaram por algum tipo de seleção, como as que grandes empresas fazem, com entrevistas, provas de conhecimento e de habilidade? Não. Na maioria dos casos, pessoas às quais o governante deve algum tipo de favor.

Após testemunharmos a demissão em massa promovida pela atual administração, só podemos concluir que a Prefeitura é mesmo um cabidão de empregos. Ora, se essas dezenas de funcionários não ocupavam função de relevância para o serviço público, por que foram contratadas? E se ocupavam, por que foram demitidas?

Sem levar em conta os secretários municipais, que são cargos em que realmente é necessário ter confiança, afinal, para delegar a responsabilidade de gerir secretarias é preciso confiar, os demais cargos comissionados não demonstram a necessidade de existir.

A maioria dos cargos na Prefeitura exige pessoas especializadas nas áreas, pelo menos se a administração quiser desenvolver um bom trabalho, realizar uma boa prestação de serviço público. Infelizmente, não é isso que se vê.

O que vemos, e é bom que se registre, não apenas nesta administração que está chegando ao fim, mas em todas as anteriores, é o prefeito inchar a folha de pagamento da municipalidade para cumprir as promessas de empregos a seus cabos eleitorais, a amigos de familiares ou de aliados políticos, que trocam o apoio por empregos, por exemplo. Afinal, o dinheiro não sai do bolso dele, não é mesmo?

É preciso que os políticos comecem a tratar o poder público com mais seriedade, como empresas. Nenhum empresário ou dono de comércio contrata funcionários sem realmente precisar. Nenhum patrão contrata pessoas sem conhecimento na área em que vai trabalhar. É assim que a Prefeitura deveria fazer. Antes de contratar um comissionado, deveria realizar uma seleção, garantindo que o contratado realmente fosse capacitado para exercer a função em seu cargo, que o gasto de dinheiro público estivesse devidamente justificado.

Com algumas exceções, boa parte dos comissionados na Prefeitura de Bragança Paulista não faz outra coisa a não ser bajular, intrigar e fofocar.

Esperamos que o próximo prefeito tenha personalidade suficiente para mudar essa prática nos corredores do Palácio Santo Agostinho e que a população saiba escolher, nas urnas, aquele que realmente terá compromisso com o dinheiro público, já que todo o valor gasto com os salários dessas pessoas poderia ter sido investido em outros setores, como na saúde, que é o principal alvo de reclamações atualmente na cidade.

Em tempo, gostaríamos de dizer a nossos leitores que iniciamos, nesta edição, a publicação de entrevistas com os candidatos a prefeito na cidade. Nossa intenção principal ao publicar as respostas de todos eles, na mesma edição, é a de fornecer dados para a comparação, tentando contribuir singelamente com a democracia.

Boa semana a todos!

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