A secretária municipal de Saúde, Marina de Oliveira, informou, nesta quinta-feira, 14, que o município tem seis crianças menores de 12 anos em tratamento para Covid-19. Não foram informadas as idade de todos os pacientes, entre eles, duas crianças de um ano. "Os pacientes estão em isolamento domiciliar, os sintomas são todos gripais. O momento é de ficar em casa, eu sei que é difícil, mas os pais precisam se esforçar neste momento", orientou.
Segundo a atualização, a cidade tem 335 casos notificados, 175 descartados, 133 confirmados e 27 casos em investigação. Dos pacientes que aguardam resultados de exames, há duas pessoas na Santa Casa em UTI (Unidade de Terapia Intensiva), cinco pessoas em isolamento clínico e outras 20 pessoas seguem em isolamento domiciliar.
A maioria dos pacientes confirmados para a doença tem entre 40 e 59 anos, seguidos pelo grupo de 20 a 39, com 46 casos; 60 a 79 anos, com 24 casos e 0 a 19 anos, com 11 casos.
Esses pacientes em tratamento domiciliar são dos bairros: Vila Aparecida (cinco pessoas cada), Matadouro (quatro pessoas cada), Jardim Nova Bragança e Jardim Recreio (três pessoas cada) e Jardim Europa, Jardins, Uberaba e Morro Grande (duas pessoas cada).
Questionada sobre a flexibilização nos municípios vizinhos e se Bragança supriria a demanda de leitos de UTI, a secretária esclareceu que a Santa Casa é reservada apenas para assistir aos munícipes de Bragança Paulista, Vargem e Tuiuti, e o Hospital Universitário São Francisco (Husf) para assistir os pacientes da região. "Os leitos da região são o Husf, casos novos dentro de Atibaia, a própria cidade terá que resolver ou o Samu vai regular essas pessoas para hospitais da Região Metropolitana de Campinas. Portanto, a cidade que abre o comércio terá que arcar com a suas responsabilidades. Cada município tem seu prefeito e sua equipe que se baseia em dados que eles têm. Não cabe a qualquer outra cidade interferir nisso", finalizou Marina.
ISOLAMENTO SOCIAL
Na terça-feira, 12, o índice de isolamento social do município atingiu 43%, um dos piores registrados em dia de semana. Na região central da cidade, apesar de muitas lojas fechadas, não havia mais vagas de estacionamento e, durante o horário de pico, das 7h às 9h e das 17h às 19h, houve trânsito e pessoas circulando pelas ruas.
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