Bancários estão em greve por tempo indeterminado

Os bancários de agências públicas e privadas de todo o país entraram em greve nacional, na quinta-feira, 19, por tempo indeterminado. A decisão foi tomada em assembleias realizadas pelos sindicatos, no dia 12, quando foi rejeitada a proposta de reajuste de 6,1% da Fenaban (Federação Nacional dos bancos). Em Bragança Paulista, conforme informou a assessoria do sindicato, a adesão no primeiro dia de paralisação foi de 71,5% dos bancários.

O objetivo do movimento é buscar mais adesão e paralisar o maior número possível de locais de trabalho, a fim de pressionar os bancos para que apresentem uma proposta melhor para a categoria, cuja data-base é 1º de setembro.

Os bancários reivindicam reajuste de 11,93% (5% de aumento real, além da inflação), Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de três salários mais R$ 5.553,15 e piso salarial de R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese), entre outras reivindicações. “Também queremos o fim das demissões, da rotatividade e das terceirizações, e mais contratações para melhorar as condições de trabalho e o atendimento aos clientes, bem como o fim das metas abusivas, do assédio moral e do adoecimento, mais segurança e igualdade de oportunidades”, destaca Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional.

O dirigente sindical explica ainda, que houve quatro rodadas de negociação com a Fenaban, mas que a entidade não ofereceu aumento real nem valorizou o piso da categoria, que hoje é de R$ 1.519,00. Isso motivou a greve, conforme apontou. “O Brasil está crescendo, os bancos continuam batendo lucros recordes e, por isso, eles têm obrigação de apresentar uma proposta com conquistas econômicas e sociais como forma de respeito e valorização dos bancários”, ressaltou.

O Comando Nacional representa 95% dos cerca de 490 mil bancários de todo o país.

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