Apelo para implantação do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) em Bragança Paulista, agora, conta com o apoio da Câmara Municipal. A posição foi assumida nessa semana com a aprovação, por unanimidade do Legislativo, de moção da vereadora Fabiana Alessandri, que pede ao Executivo doação do terreno para a instituição do serviço. A proposta tem a coautoria da vereadora Gislene Cristiane Bueno.
A intenção, de acordo com a vereadora Fabiana Alessandri é, não só receber, como tratar e reabilitar os animais silvestres retirados do seu ambiente natural pelo tráfico ou pelo impacto humano. O atendimento seria prestado pela Associação Mata Ciliar. A entidade, por meio de convênio firmado com a Prefeitura em 2012, já presta serviço na cidade. Mas, em razão de falta de estrutura física e espaço, apenas é feita a recepção dos animais silvestres resgatados. O trabalho é desenvolvido no Parque Municipal Luiz Gonzaga Leme (Jardim Público).
De acordo com o presidente da entidade, Jorge Bellix Campos, só no ano passado, foram atendidos 250 animais. Entre eles, macacos, pássaros e até tamanduá. Todos passaram por uma triagem, foram cadastrados e posteriormente enviados ao CRAS de Jundiaí para a reabilitação. “Se o CRAS funcionasse em Bragança, esse caminho poderia ser encurtado, diminuindo gastos e o stress ao animal”, acrescentou.
Ele ainda informou que a unidade, se implantada, teria local destinado à internação, ambulatório e recinto para manter o animal durante a recuperação ou aquele impossibilitado de retornar à natureza. A associação, ainda, assumiria um trabalho de educação ambiental, visando a conscientizar a comunidade sobre os impactos gerados pelo homem no ambiente, causando o sofrimento aos animais, além de alertar sobre o tráfico e a prática inadequada de criar animais silvestres como de estimação.
A implantação do CRAS na cidade já vem sendo solicitada pela vereadora Fabiana Alessandri há algum tempo. Além de reuniões com a Associação Mata Ciliar, em agosto, ela se reuniu com o prefeito Fernão Dias da Silva Leme e defendeu a ideia. Na oportunidade, o prefeito se comprometeu em buscar uma alternativa e adiantou que poderá liberar para instalação da unidade a Escola Municipal Rural Agroflora (Bocaina), que está desativada.
Fabiana Alessandri lembrou que Bragança passa por um processo de urbanização muito grande. “Com isso, há uma diminuição no habitat desses animais, o que faz com que eles invadam as áreas urbanas a procura de abrigo e comida. Portanto, nada mais justo do que preservar e cuidar destes animais”, completou.
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