Atos estranhos...

A campanha eleitoral teve início nessa sexta-feira, 6. De agora até 7 de outubro, os candidatos vão às ruas para tentar convencer os eleitores de que são dignos de seu voto.

Nessa época, é comum que vejamos exonerações de funcionários comissionados que servem a grupos opostos ao da administração que está no poder. É algo natural que pessoas ligadas a adversários sejam afastadas de lugares nos quais podem acabar colhendo informações importantes para abastecer a munição inimiga. Faz parte do jogo político, apesar de ser também uma prova de que o poder serve mesmo como cabide de empregos, afinal, nem todas as exonerações foram ou serão repostas, o que aponta que nem todas as funções exercidas eram realmente necessárias.

O estranho de se entender mesmo é que se mantenham nos cargos de confiança pessoas que nitidamente foram indicadas e notoriamente são cabos eleitorais de políticos que vão disputar a eleição em outras chapas.

Na última semana, a recontratação de alguns funcionários e a não-exoneração de muitos outros chamou atenção. Referimo-nos a servidores que têm ligação com candidato à reeleição como vereador e que, a não ser que esteja disputando o pleito de dois lados, é adversário da atual gestão.

Estranha também é a atitude de alguns partidos que lançam candidatas somente para fazer número. Candidatas que sequer vão pedir votos para si, que estão mesmo socorrendo suas legendas para que elas não saiam com menor quantidade de candidatas a vereadora, por exemplo, a fim de não prejudicar os candidatos do sexo masculino.

É que, de acordo com a resolução 23.373 da Justiça Eleitoral, cada partido ou coligação deve preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo. Se este ou aquele sexo não preencher o mínimo de 30%, as vagas que sobrarem não podem ser preenchidas pelo outro sexo. Com isso, os partidos acabam tendo certa obrigatoriedade de lançar candidatas nas eleições, sob pena de terem de cortar a lista de candidatos.

O que pretendemos ressaltar é que não é a quantidade que deveria importar, e, sim, a qualidade das propostas, das ideias, dos compromissos com o eleitorado. Faz-se necessário que o eleitor cobre essa mudança de atitude por parte dos partidos, pois é ele quem tem o poder para isso.

Na hora de avaliar os candidatos, pense nisso, eleitor!

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