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Cultura

Arte na quarentena pode ser um hobbie e uma fonte de renda

Para manter o equilíbrio e ter uma nova atividade profissional, Márcio Luís do Amaral Leme, que trabalhava com vendas em eventos, passou a realizar esculturas de sucatas

Que manter a rotina e o equilíbrio diante do atual cenário é um desafio para todos não é novidade. Por isso, para enfrentar os efeitos psicológicos, financeiros e sociais em virtude da pandemia e do isolamento, algumas pessoas estão descobrindo e outras explorando seus talentos e capacidades.

É o caso de Márcio Luís do Amaral Leme, de 50 anos, natural de Bragança Paulista. Ele trabalhava aos domingos na Feira da Amizade vendendo bebidas, mas o evento foi interrompido devido à pandemia. Além disso, é soldador e torneiro mecânico.

Ele sempre se interessou por artes, mas agora, com a paralisação do trabalho, passou a se dedicar ainda mais à sua vocação artística, fazendo esculturas de sucatas. “Aqui na minha oficina, eu fiz algumas artes de animais, tomando como referência trabalhos que eu vi na internet”, conta.

Márcio explica que os “bichinhos” são feitos a partir de metais de molas, correntes de moto, peças de trator, extintores de incêndio, rolamentos, entre outros materiais inservíveis.

A busca por realizar as artes veio, principalmente, para que ele encontrasse um hobbie para se distrair na quarentena, o que acabou se tornando uma espécie de “terapia”. “Eu, há 21 anos trabalho na Feira da Amizade, criei o hábito de acordar aos domingos à 1h30, saía da minha casa às 3h e retornava às 17h, ficava na feira até essa hora. Vendia, pagava minhas contas, de repente, veio essa pandemia e eu entrei em depressão, comecei a tomar remédio... Por conta própria, graças a Deus, consegui parar e me distrair com essas artes”, revela.

Ele ressalta que os trabalhos não são “profissionais”, e que ainda não estão disponíveis para venda, mas em breve, pretende disponibilizá-los em canais on-line, como o Mercado Livre. Dessa forma, além de ter um passatempo, Márcio afirma que essa poderá ser mais uma fonte de renda, já que ainda não há uma previsão para o retorno de sua principal atividade profissional.

“Com a paralisação da feira que eu trabalho, que é minha principal fonte de renda, mudou muita coisa na minha rotina financeira, tive que cortar muitos gastos e renegociar dívidas. Tenho feito ‘bicos’ de usinagem, solda e, agora, as esculturas em sucata”, relata.

Márcio Luís é cadastrado como artista plástico na cidade e conta que já fazia esculturas há 25 anos. “Mas não valorizaram, acabei doando para amigos ou jogando fora”, entrega, dizendo que agora quer aprimorar a arte de pintura das peças, já que hoje, sua especialidade é a confecção.

Apesar das dificuldades, Márcio afirma que tem enfrentado esse período de forma “otimista e confiante de que as coisas vão voltar ao normal”. Para isso, acredita no empreendedorismo e no desenvolvimento de novas habilidades. “O empreendedorismo é importante, porque algumas pessoas estão indo buscar um pouco de conhecimento e vão buscar novas formas de renda”, conclui.

Para saber mais sobre o trabalho de Márcio, entre em contato pelo WhatsApp: (11) 9 9787-5453.

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