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Após 30 anos, Rio Jundiaí é despoluído e volta a ter peixes

Boa notícia para a natureza e a população do interior de São Paulo: o Rio Jundiaí foi despoluído e voltou a ter peixes.

O processo de despoluição começou há 34 anos, com a criação do então Comitê de Estudos e Recuperação do Rio Jundiaí (Cerju).

Em 2017, o rio passou pelo processo de reclassificação e mudou da classe 4 para a 3, o que resultou em um local mais saudável e habitável para os peixes.

Dois anos depois da recuperação, garças e outros pássaros também voltaram a frequentar seu entorno, inclusive para comer peixes pequenos na água.

Agora, começa um processo de fiscalização para manter a limpeza do rio, que atravessa as cidades de Mariporã, Atibaia, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Jundiaí, Itupeva, Indaiatuba e Salto.

“Temos que atuar de forma preventiva na fiscalização e manutenção de possíveis fontes poluidoras, mas também que pensemos o rio Jundiaí de forma integrada e contextualizada em uma bacia hidrográfica. Isso exige o engajamento de todos os municípios por onde ele passa. A preservação de um corpo hídrico deve ser plural”, afirma o diretor de Manancias do DAE (Departamento de Água e Esgoto) Jundiaí, Martim Ribeiro.

O PROCESSO DE DESPOLUIÇÃO

Para despoluir o rio, houve a construção de interceptores, emissários, redes coletoras e Estações de Tratamento de Esgoto (em Jundiaí, são três, nos bairros Jardim Novo Horizonte, São José e Fernandes), que permitiram a coleta, o afastamento e o tratamento de esgotos domésticos e industriais, até então lançados in natura no rio.

“Para termos um rio ainda melhor, é necessário que pensemos neste importante curso d’água em um contexto de bacia hidrográfica. Em outras palavras, de nada adianta um município tomar medidas para despoluir o rio, se em outros trechos os demais municípios não têm programas efetivos para um sistema de esgotamento sanitário”, explica Martim. “Um curso hídrico passa por diversos municípios e todos têm de trabalhar de forma integrada e ter os mesmos objetivos na preservação da qualidade das águas. Se não atuarem de forma conjunta, os resultados não serão alcançados”, completa.

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