É comum dizer que a primeira vez que se faz algo é inesquecível. Pois este domingo, 12, será o primeiro Dia das Mães que Ana Carla de Oliveira Estevam, Érica Martins de Castro Wenceslau e Silvana Aparecida do Couto Romanski vão passar como mães. Elas receberam o dom da maternidade recentemente e estavam ansiosas, no momento da conversa com a reportagem, pela chegada da data especial.
Acompanhe o bate-papo que elas tiveram com o Jornal Em Dia e os relatos que deram sobre essa nova experiência em suas vidas.
MÃE DO OTÁVIO
Ana Carla de Oliveira Estevam tem 27 anos, é farmacêutica, coordenadora de produção em uma indústria, em Atibaia. Ela é mãe de Otávio Estevam Katayama Barbosa, que tem dois meses.
Ana Carla contou, primeiramente, sobre a chegada da gravidez em sua vida. Segundo ela, foi uma surpresa boa, inesperada, mas que a deixou muito feliz e só trouxe alegria.
Os nove meses foram tranquilos, ela contou que não teve enjoo nem queda de pressão, que são até comuns para algumas gestantes. “A única coisa que tive mais foi sono, um sono incontrolável, o melhor de todos. E azia também”, disse.
Com a gravidez, conforme afirmou a mãe de Otávio, muita coisa mudou em sua vida. “A partir do momento que descobri que estava grávida, tudo o que eu fazia não era mais por mim, mas era pensando no bebê, então, eu tive que me policiar mais em comer coisas diferentes, tomar algumas bebidas. Tudo que eu passei a fazer era pensando no bebê e não em mim mais, eu fiquei em segundo plano, ele veio em primeiro lugar”, explicou.
Mas, se muita coisa já havia mudado, outras alterações ainda estavam por vir em sua rotina. Ana Carla disse que, com o nascimento de seu bebê, todo o cuidado que se tem com ele na barriga fica redobrado. “O cuidado todo que você tem quando ele está na barriga é diferente porque você sabe que ele está ali, mas você não está vendo, não vê as carinhas, ele está protegido. Quando ele nasce, você quer proteger de todo jeito”, comentou, acrescentando que passou noites acordadas só olhando Otávio dormir.
Ana Carla observou que agora não é possível mais fazer os mesmos programas que fazia antes, porque é preciso pensar duas vezes, onde é, como é, se tem como amamentar, preocupações inerentes ao estado de mãe.
Apesar disso, ela ressaltou que é muito gratificante gerar uma vida. “É muito mais gratificante saber que você gerou aquela vida, que veio de você, depende de você para tudo, você se cobra mais também por isso. É uma coisa muito gostosa”, declarou.
Sobre o parto, Ana Carla relatou que foi muito difícil porque desde o início ela queria que ele fosse normal. Porém, chegado o momento, contrações aumentando, bolsa estourando, mas dilatação sem progresso que contribuísse para o parto normal. Assim, após um sábado todo de insistência, ela optou pela cesárea, para não colocar em risco a vida do bebê. Otávio nasceu aos primeiros minutos do domingo, 10 de março.
Ao ser questionada se ficou algum trauma desse momento, ela é categórica: “Se eu tiver outro filho, vou marcar uma cesárea”.
As noites de sono tranquilo e a falta de convívio social com os amigos são algumas das coisas que Ana Carla diz sentir falta. “As amizades acabam ficando mais distantes porque agora você tem um tempo de dedicação praticamente exclusivo para o bebê, então, você acaba se afastando um pouco desse convívio social, é uma coisa que sinto falta também, de poder conversar, de poder estar junto, me inteirar dos assuntos. E dormir, que é difícil. Ele é calmo, graças a Deus, é tranquilo, mas mesmo assim, acorda duas vezes na noite para mamar, então, é uma hora que você acaba perdendo de sono e eu sempre fui muito dorminhoca e é uma coisa que eu sinto falta”, contou.
A reportagem quer saber, então, se Ana Carla pudesse voltar no tempo se adiaria a decisão de ser mãe ou escolheria esse mesmo momento.”Acho que foi o momento certo. Ele nasceu quando eu estava com 26 anos, então, acho que já foi uma idade boa para ter um filho, já tenho mais responsabilidade, maturidade, acho que foi a hora certa. Tinha que acontecer agora”, avaliou.
Às mulheres que sonham em se tornar mães, Ana Carla aconselha que invistam em seu sonho. Ela também considerou que ser tia é bom, mas ser mãe é ainda melhor. “Invistam no sonho, que é uma delícia, é muito bom ser mãe. Uma coisa que eu sempre brincava quando falavam que era para eu arrumar um bebê, eu sempre falava, não, eu sou muito feliz sendo tia. É ótimo ser tia, mas ser mãe é uma coisa totalmente diferente e só quando você é mãe consegue realmente saber o que é isso. Então, é uma coisa maravilhosa, corram atrás, não desistam desse sonho da maternidade, porque é simplesmente incrível, você saber que você gerou alguém, que você deu a vida a alguém, que você não vai morrer ali, que você tem uma continuidade. A impressão que eu tenho é essa, que você deixou um pedacinho seu ali para a história, uma semente”, comentou.
Este será o primeiro Dia das Mães que Ana Carla passará como mãe. Então, ela falou da expectativa para a data, já que o bate-papo aconteceu na sexta-feira, 10. “É maravilhoso, estou superansiosa, empolgada. Ele ainda está muito pequenininho, mas já comecei a imaginar os próximos Dias da Mães que virão, as homenagens de escola, os cartões, então, é uma emoção muito grande. Ele ainda está pequenininho, mas só de saber que ele está ali, que ele vai me proporcionar um Dia das Mães como mãe é superemocionante, é uma delícia”, disse.
No fim da conversa, a mãe de Otávio deixou sua mensagem a todas as mães pela passagem desta data especial. “Que Deus ilumine todas as mães, dê força, porque não é fácil, a gente tem que passar por muitas coisas. Eu estou começando a caminhada, tem muita gente que tem mais experiência, mais filhos e passa por mais dificuldades também. Que Nossa Senhora Aparecida e Deus iluminem bastante e que eles possam dar um Feliz Dia das Mães a todas às mães de todo o mundo”.
MÃE DO MATHEUS
Érica Martins de Castro Wenceslau tem 23 anos e é consultora de beleza. Ela é mãe do Matheus de Castro Wenceslau, de oito meses.
Érica contou que ficou grávida num momento muito corrido de sua vida, mas que foi uma surpresa boa. “Eu já era casada e a gravidez chegou num momento bem corrido da minha vida, estava no último ano de faculdade, fazendo meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), meus estágios. Confesso que me assustou um pouco, mas depois eu comecei a aceitar e a entender que Deus ia me dar todas as condições para que eu tivesse ele. E foi muito melhor do que eu pensava. Eu consegui fazer tudo que eu já fazia, toda a correria, tive disposição até o final da gravidez e não me atrapalhou em nada. Foi uma surpresa boa”, afirmou.
A gestação também foi tranquila, de acordo com Érica. Ela engordou pouco, não passou mal e ainda contou com a ajuda do marido. “A gravidez foi supertranquila, até mais do que eu esperava. Não passei mal, nem no começo, engordei só seis quilos, foi muito melhor do que esperava e eu achava que meu marido não ia conseguir me ajudar muito, mas ele também me surpreendeu, ele me ajudou muito mais. Às vezes, ele que me ensinava a cuidar do meu filho. Enfim, superou tudo, tudo que eu imaginava, que eu esperava, até que eu estou querendo ter outro filho logo, porque eu achei maravilhosa essa experiência e que quero ter dois filhos meio que juntos, com pouca diferença de idade”, contou.
Érica também optou pela cesárea porque poderia haver risco para seu bebê caso tentasse o parto normal. “Meu parto foi cesárea porque meu colo do útero ficou muito alto. Desde o começo eu já tinha medo do parto normal, parece que eu já estava meio que adivinhando, mas eu falei, vamos deixar rolar, vamos ver até onde eu aguento as dores. Mas, quando cheguei ao hospital, já estava com mais de 40 semanas, com pouca dilatação e o médico disse que seria perigoso meu bebê parar no meio do caminho se fosse parto normal. Então, eu decidi fazer a cesárea, nunca tive medo de cesárea. Aí foi supertranquilo, passei pouca dor, mas a recuperação é aquilo que todo mundo já sabe, meio sofrida, fiquei dependendo do meu marido para tudo, a recuperação é mais lenta. Então, o próximo filho, quero ver se consigo ter de parto normal para ver como é, para ter uma experiência nova”, previu.
A mãe de Matheus contou que tudo mudou em sua vida depois que descobriu a gravidez. Ela destacou que a partir de então, passou a se doar pelo filho. “Mudou tudo. Desde o momento que a gente descobre que está grávida, é uma doação, você não vive mais só pra você. Vive muito mais para o seu filho do que para você. Você doa a sua vida, tudo que você faz é para ele, por ele, tudo que você come, você passa a ter mais cuidado com tudo, passa a ter medo de andar de moto, de cair”, exemplificou.
Após o nascimento de Matheus, então, Érica disse que as mudanças foram ainda mais intensas, pois ele passou a ser prioridade em sua vida. “Depois que ele nasceu, mudou muito mais, ele é a prioridade agora. Você deixa qualquer coisa por ele. Se ele está doente, você não vai trabalhar, se ele está precisando de alguma coisa, você deixa de comprar tudo, para comprar para ele. Estou doando toda a minha vida para ele e me sentindo muito mais responsável por ele do que eu era por mim”, comentou.
Ela ainda apontou que é comum se sentir culpada e responsável por coisas que acontecem com ele e que nem sempre são culpa de alguém. “Se acontece alguma coisa com ele, você se sente responsável, às vezes, até culpada por alguma coisa que nem é culpa sua, mas você se sente culpada. Um tombo que ele cai, um resfriado que ele pega, acho que a mãe se cobra muito. Todas as mães que eu conheço, todas se cobram muito, e às vezes, a gente tem que se permitir errar um pouquinho também”, observou.
Érica declarou que não sente falta de nada da época que ainda não tinha Matheus. Ela contou que sempre teve vocação para ter família e, assim, deixar de fazer algumas coisas para cuidar do filho, para ela, é um prazer.
A mãe de Matheus disse que não adiaria o dom da maternidade se pudesse voltar no tempo e escolher. Em vez disso, afirmou que até anteciparia a gravidez, se pudesse. “Eu seria mãe neste momento. Aliás, se eu soubesse que ser mãe era tão bom, eu seria mãe até antes. Exatamente. Inclusive eu engravidei numa época muito boa, que foi no final do ano, eu peguei o inverno, então, não fiquei inchada, não fiquei desconfortável com o calor. Quando eu engravidar, quero engravidar no final de ano de novo e se eu soubesse que ser mãe era tão bom, eu tinha engravidado até antes”, avaliou.
Érica sugeriu que as mulheres que querem engravidar não tenham medo e considerou a gravidez um milagre. “Que elas não tenham medo. Se Deus contemplá-las com essa graça que é ser mãe, Ele vai dar todas as condições para elas serem as melhores mães que existem. Tantas mulheres que querem engravidar e não conseguem. A gravidez é um milagre, quando você sente o bebê dentro de você mexendo. 70% das gravidezes não dão certo no nosso corpo. Muitas mulheres já engravidaram e abortaram e nem perceberam. E muitas gravidezes que foram concebidas acabaram perdendo o bebê. Então, quem consegue ter um filho, está na porcentagem mínima porque, realmente, se a gente consegue gerar um filho é porque o nosso corpo está em todas as condições necessárias. Então, eu digo que é realmente um milagre. Que as mulheres não tenham medo de viver esse milagre que Deus dá. Se quiserem ser mães, que vão de cabeça, vão com tudo porque é uma experiência maravilhosa”, garantiu.
Sobre passar o primeiro Dia das Mães sendo mãe, Érica comentou que só não será melhor porque passará longe de sua mãe e de sua sogra. “A minha expectativa é grande, mas só que também, por outro lado, vou estar longe da minha mãe. Queria poder estar com Matheus e com a minha mãe. O máximo que eu vou dar para ela vai ser um telefonema. Ela mora em outra cidade e não vai dar para ir. Acho que vai ser maravilhoso o dia de amanhã, espero curtir muito, sair com ele (Matheus), mas seria mais completo se eu pudesse passar com a minha mãe e com a minha sogra”, disse.
Em sua mensagem para as mães, Érica enfatizou que elas têm de sentir orgulhosas e guerreiras por todos os obstáculos que enfrentam e conseguem superar. “Que todas as mães se sintam orgulhosas no seu dia porque todas elas são muito guerreiras, mães que trabalham, que estudam, que colocam o dinheiro do seu salário na casa, todos os dias, e que ainda têm tempo para cuidar de seus filhos, para acordar nas madrugadas. Muitas mães que não têm marido, não têm o pai de seus filhos presente, são muito guerreiras, porque criar um filho nos dias de hoje não é nada fácil, a sociedade tem muito preconceito contra o fato de a gente engravidar, as pessoas acham que as mulheres são loucas de engravidar em plena atividade de serviço. Fui chamada de louca muitas vezes na minha gravidez. Mas quero dizer que a gente deve se sentir orgulhosa neste dia e guerreira, porque é isso que a mãe é”.
MÃE DO MATEUS
Silvana Aparecida do Couto Romanski tem 36 anos e é operadora numa multinacional. Ela é mãe de Mateus Romanski, que tem três meses.
Diferente de Ana Carla e Érica, a gravidez de Silvana não foi uma surpresa, ela havia planejado o momento. “A gravidez chegou no momento que eu quis, eu planejei, foi no momento que estava bem preparada mesmo”, contou.
Apesar disso, ela afirmou que ficou meio assustada no começo, mas que depois tudo se normalizou. De acordo com ela, a gestação foi tranquila, ela só teve um pouco de enjoo e ficou com os pés inchados.
Silvana declarou que muita coisa também mudou em sua vida com a gravidez. “Mudou muita coisa. A partir do momento que você sabe que está grávida, você tem medo de tudo, evita fazer muita coisa. Tudo o que você vê que pode fazer mal para a criança, você já não faz mais. Até para andar você toma cuidado. Você já não consegue dormir à noite, dá medo de machucar o nenê”, disse.
Já com a chegada do filho, então, Silvana explicou que a responsabilidade dobrou. “Muda mais. Por mais que ele durma à noite, você não consegue dormir direito. Às vezes, eu fico esperando ele acordar para mamar. Nem que ele durma, eu fico acordada esperando. Não é como quando você está sozinha que você tem de levantar, mas acaba ficando mais um pouquinho. Agora não, o nenê chorou, não tem que pensar, você já tem que levantar, não pode pensar duas vezes não. Eu quero fazer as coisas rápido na casa, mas agora não dá, vou terminar de arrumar minha cozinha lá pelas cinco horas da tarde, seis horas da tarde, ele vem em primeiro lugar”, atestou.
Silvana disse que escolheu fazer cesárea e que correu tudo bem. Ela também avaliou que não sente falta da época que ainda não tinha seu bebê. “Não acho falta não. Sou bem caseira, não saio muito, e ele não atrapalha. A única coisa é dormir, que eu dormia e não durmo mais como antes”, comentou.
Sobre o fato de poder antecipar ou adiar o momento da maternidade, Silvana declarou que teria antecipado. “Eu teria tido antes, porque é muito bom. A criança anima a gente”, resumiu.
A mãe de Mateus aconselhou às mulheres que têm o sonho de serem mães a não pensarem muito. “Não pensem muito, porque se ficar pensando você adia. Não deve pensar muito não, porque é muito bom”, opinou.
Este Dia das Mães será especial para Silvana porque será o primeiro que vai passar como mãe e também porque já não tem sua mãe a seu lado, ausência que será recompensada pela presença do filho Mateus. “Acho que vou ficar bem emocionada. Eu não tenho a minha mãe mais, então, ele vai ser meu presente. Desde que eu fiquei grávida já me considerava mãe e ele é meu presente. Não tem presente melhor”, declarou.
Por fim, Silvana deixou sua mensagem às mães por ocasião desta data especial. “Quero dar os parabéns e dizer que mãe é sempre mãe, nada substitui uma coisa assim, parabéns a todas, porque são todas corajosas, e Feliz Dia das Mães”.
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