Ajustes urgentes necessários

A atual Administração precisa ajustar alguns setores que não vêm funcionando adequadamente. E isso tem de ocorrer urgentemente sob pena de inocentes pagarem com a saúde e até a vida.

Nesta edição, os leitores podem acompanhar o relato de uma munícipe que já precisou por diversas vezes do serviço de ambulância na cidade e foi atendida com veículos sucateados. Ainda que o poder público não possa resolver todos os problemas do dia para a noite, é compreensível. Mas a Administração está demorando demais para solucionar algumas questões. Além disso, como explicar o fato de o remédio estar guardado e ser negado para o paciente que dele necessita?

Nosso questionamento parte do relato da mãe da jovem, que disse que todas as vezes que sua filha foi atendida com as ambulâncias “caindo aos pedaços” ocorreram depois de o município já ter anunciado a locação de seis novos veículos desse tipo. Será que elas sempre estavam ocupadas? Ou será que servem apenas para aparecer em fotos?

Além do mais, é preciso estabelecer prioridades. A paciente em questão pode efetivamente correr risco de vida caso não seja transportada de forma adequada até o hospital, caso não tenha, por exemplo, um tubo de oxigênio disponível para atendê-la. Parece coisa simples e deveria mesmo ser, mas não quando se trata da realidade bragantina.

Há meses que a situação das ambulâncias da frota do município vem sendo divulgada e que providências vêm sendo cobradas. Há algumas semanas, foi relatado na Câmara que um idoso precisou do serviço para voltar da Santa Casa à sua residência e teve de esperar por nove horas até que o transporte chegasse. Em outra ocasião, a espera de um paciente pela ambulância foi de mais de seis horas. E a resposta da Secretaria de Saúde aos vereadores foi que o atendimento não era prioritário.

O que será, então, que é prioritário para a Administração? Alocar os indicados de financiadores de campanha e cabos eleitorais em cargos comissionados? Manter os que têm ligação com o PT no governo a qualquer custo, mesmo que os resultados de suas ações não sejam positivos, ou os melhores para a população que elegeu Fernão Dias e Huguette?

Os casos relatados, apesar de serem isolados, não devem ser ignorados. Esses cidadãos, cada qual a seu modo, reclamaram, se indignaram, corretamente. Mas, quantos munícipes podem já ter vivido situação semelhante e, sem esperanças de mudanças e até com medo de futuras retaliações por meio de atendimentos ainda mais negligentes, simplesmente aceitaram as adversidades impostas pelo atual governo?

Não, isso é inadmissível. A população realmente tem que reclamar, tem que se fazer ouvida sempre que julgar que o atendimento recebido não está adequado, não pode de maneira alguma se acomodar com situações de descaso como essas. Afinal, o poder público é mantido com recursos oriundos do pagamento de impostos, dos mais diversos. Dinheiro que sai dos nossos bolsos e que deveria voltar transformado em melhorias, mas nem sempre vemos essa transformação ocorrer e resultar no atendimento que esperamos. Por isso, temos o dever de reivindicar mudanças.

Quanto às sucatas que a Prefeitura tem como ambulâncias, seria muito prudente que elas fossem definitivamente aposentadas, pois estão oferecendo riscos aos pacientes e também aos motoristas, funcionários da municipalidade. Ou será que a Administração vai lidar com o fato como se tudo não passasse de intriga da oposição?

A população aguarda providências efetivas sobre o problema e o Jornal Em Dia continuará acompanhando a situação, na expectativa que ela se resolva o mais breve possível e que não se repita.

Uma boa semana a todos!

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