Época de festas juninas, de abóboras no ponto para fazer doces. Trago a receita do doce da abóbora em cubos, que fica com uma casquinha durinha e macio por dentro. Esse era um dos doces que minha avó paterna, Nair, fazia para o meu aniversário, junto com o de laranja azeda, o de batata roxa e o de abóbora secos ao sol. Quem, como eu, nasceu entre as festas juninas, acaba aprendendo a gostar desses doces antigos que hoje poucos fazem.
E, para quem gosta, pode se tranquilizar que a receita é bastante simples, especialmente agora que temos a praticidade de comprar nas lojas de material de construção a cal em pote de 150g num preço acessível e que dura para muitas receitas, visto que em cada receita usa-se somente uma colher de sopa da cal (aquele mesmo que se usa nas massas de cimento) na água do molho.
Além do ingrediente que dará a casquinha para a abóbora, já encontramos nos supermercados a abóbora descascada e cortada em pedaços, prontinha para seguir no preparo.
ABÓBORA NA CAL

- 1 quilo e meio de abóbora já descascada e cortada em cubos não muito pequenos
- 1 colher (sopa) da cal virgem
- Água suficiente para cobrir a abóbora (molho)
- 650 gramas de açúcar
- 3 xícaras (chá) de água
- 5 cravos da índia
Coloque numa bacia água suficiente para cobrir os pedaços de abóbora e espalhe a colher (de sopa) da cal. Mexa bem para misturar e deixe de molho a abóbora nessa água por cerca de 40 a 50 minutos, mexendo de vez em quando os pedaços.
Enquanto espera, em outra panela, comece a preparar a calda em ponto de fio com o açúcar, a água e os cravos da índia.
Passado o tempo do molho, escorra a água e vá lavando os pedaços da abóbora um a um. Com um garfo, vá furando um a um até transpassar, lave novamente e jogue-os na calda já preparada e deixe ferver até perceber que a abóbora cozinhou, quando os pedaços ficarão meio vidrados. Desligue o fogo e deixe o doce esfriar na própria panela e na calda.
Se quiser fazer o doce cristalizado, retire o doce frio da calda, escorra numa peneira, passe em açúcar cristal e leve ao sol para secar.

Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Pau- lista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bragantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.
Até nosso próximo encontro!
Para sugestões, críticas e temas para as próximas colunas, escreva para: miocz@yahoo.com.br.
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