A falta de compromisso com o dinheiro público e suas consequências, bem como a inação do poder público diante do desrespeito a leis vigentes, já foi tratada pelo Jornal Em Dia algumas vezes nesses 11 anos de existência.
Nesta edição, os leitores acompanham o caso da UPA (Unidade de Pronto-atendimento) instalada na Vila Davi e a história do loteamento Morada Campos Verdes.
A UPA representa a falta de compromisso com o dinheiro público. A verba destinada inicialmente pelo governo federal deveria contemplar a construção do prédio e seus equipamentos, móveis. A administração do ex-prefeito Jango gastou todo o recurso na construção e nem ela foi feita a contento.
Como consequência, vemos mais dinheiro público tendo de ser investido para que a UPA entre efetivamente em funcionamento. Dinheiro que certamente fará falta para outros serviços de Saúde, justamente um setor que carece de tantas melhorias.
O caso do loteamento Morada Campos Verdes evidencia o “cruzamento de braços”, o “fazer vistas grossas” ou o verdadeiro “fingir que não vê” dos prefeitos anteriores em Bragança Paulista. Em algumas situações, a omissão é tão prejudicial quanto ações incorretas.
Desde que o loteamento se formou até agora, nunca houve qualquer tipo de medida da Prefeitura no sentido de cobrar do loteador o que era necessário por lei. Nunca houve fiscalização do setor competente do Executivo e nem assistência para que o loteamento fosse regularizado. Antes tarde do que nunca? É, até pode ser, mas é importante que a população se atente e não permita mais que casos como esses aconteçam, haja vista que é sempre ela a prejudicada.
É dos impostos que pagamos que sairá o dinheiro para complementar os investimentos na UPA construída na Vila Davi e também os recursos que custearão parte da regularização do Morada Campos Verdes. São situações que precisam ser resolvidas, mas também é necessário evitar que voltem a ocorrer em outros locais da cidade.
Os agentes políticos precisam ter mais compromisso com o dinheiro público e sofrerem punições mais severas nos casos em que ficar comprovada a omissão deles ou a aplicação de recursos de forma irregular. Aliás, fato que também se encaixa na obra do Colégio São Luiz, em que foram encontradas diferenças entre as pranchas de projetos e as planilhas orçamentárias, sem falar nos anos de omissão que agravaram a deterioração do prédio.
À população cabe denunciar mais, se inteirar mais do que está acontecendo para que possa cobrar com propriedade e não se calar nem se conformar diante de tanto descaso dos governantes.
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