A exclamação foi feita pelo cosmonauta russo Iuri Gagarin em abril de 1961, ao realizar o primeiro voo tripulado ao redor da órbita terrestre. A Terra é azul!
Vista lá de cima, a Terra, constituída por 75% de água, é azul. A frase ficou famosa e girou o mundo, virou música também.
Mas hoje, segundo pesquisas científicas norte-americanas, a cor do Planeta Terra estaria mudando para um marrom-esverdeado por causa da poluição de rios e lagoas que é jogada no mar e das mudanças nos ciclos de chuva e seca, inverno e verão que andam acontecendo, sem falar do lixo, do plástico e do óleo, entre outros.
E agora, é também a cor do fogo que dá o tom. Incêndios voluntários ou não se espalham de norte a sul. A terra queimada se estende por campos e pastagens ou terras de agricultura intensiva, mas não só. Indústrias, construções, cidades vão rasgando o solo e derrubando o verde das matas. O fogo abre caminho.
Há, ainda, a ampliação de rodovias e novos projetos, como ocorre na Amazônia, por exemplo. E as extrações de minérios, que abrem feridas insondáveis na rocha! E a tragédia de Brumadinho, e as mega indústrias... e...?
A lista é longa. Tudo se soma e conta ao diminuir a massa verde de campos e florestas que purificam o ar que respiramos, protegem nossa saúde, assim como a da flora e fauna.
Por isso, a questão é considerada agora de vital importância para a sobrevivência do Planeta e levou à discussão dos direitos da natureza, tão legítimos quanto os direitos humanos pelo simples fato de ambos existirem. A natureza deixa de ser um recurso a ser usado pelos humanos indiscriminadamente. Assim como os humanos, a natureza existe por si própria, tendo direitos próprios de existir e coexistir conosco, pois habitamos a mesma casa.
Hoje, o Brasil concentra 76% dos incêndios ocorridos na América do Sul, segundo a Agência de Notícias de Brasília, e São Paulo seria a cidade com o ar poluído do mundo. Países vizinhos do Brasil já reclamam da fuligem e da poluição do ar vindas daqui.
E são, em sua maior parte, as atividades humanas que tingem assim de vermelho e amarelo o Planeta Terra visto do alto por drones e satélites que sem parar vigiam a Terra.
Qual a cor de nossa Terra, a terra viva que sustenta nossa vida? O fato é que o Planeta Terra não é mais azul visto do espaço. A previsão é de que o cinza escuro comece a pintar a cor do Planeta Terra visto do alto.
E o que verá o viajante do futuro, na sua nave espacial, ao olhar lá de cima para nosso planeta?
Será apenas o da terra queimada, rasgada, intoxicada, desmatada, uma casa abandonada?
O que fará o avô ao apontar pela janela de sua nave espacial e dizera seus netos: “Olha lá... É o Planeta Terra!Lembram o que eu falava? Esse planeta era azul!”.
Já pensou?
* Com informações do site mapbiomas.org
Teresa Montero Otondo é jornalista e membro do Coletivo Socioambiental Bragança Mais
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