A quem interessa que o Belo continue parado?

É nítido o movimento que alguns membros e “apoiadores” do Governo Jango têm feito para que a obra de reforma e restauro do Colégio São Luiz não aconteça.

Desde que o primeiro convênio com a Fupam (Fundação para a Pesquisa em Arquitetura e Ambiente) foi assinado, em 2010, o Jornal Em Dia acompanha de perto as ações da atual administração sobre esse assunto e também as manobras daqueles que são contra a obra.

A princípio, percebe-se que o intento de fazer com que a obra não saísse era para não dar visibilidade ao vice-prefeito que, naturalmente, seria um candidato à sucessão do prefeito Jango. Foi Gonzaga Mathias, ao lado do então secretário de Cultura, Alessandro Sabella, quem liderou o processo para a execução da reforma do Carrozzo e a conquista de verbas do governo estadual, por meio do Dade (Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias), a fim de que a obra, orçada em R$ 8 milhões, se tornasse possível.

Passado o processo de indicação de candidatos, o vice-prefeito não teve seu nome indicado como candidato e está, pode-se dizer, à margem da campanha eleitoral, assim como o próprio prefeito.

Então, por que os urubus de plantão insistem em articular contra a obra? Afinal, a quem interessa que o Belo continue parado ou que desmorone e desapareça de uma vez por todas da história bragantina?

Se há irregularidades na contratação da Fupam, pelo fato de isso ter ocorrido sem licitação, por que não investigar também a obra da Praça do Matadouro, que teve seu projeto feito nos mesmos moldes, pela mesma instituição e com dispensa de licitação?

Bragança precisa dar um basta a esses parasitas do poder, que vivem à custa do dinheiro público, bajulando governantes (não importa o grupo ao qual pertençam, apenas que estejam no poder) para ocupar cargos públicos ou se beneficiando em esquemas de combinação de preços em licitações e, assim, mantendo suas empresas como responsáveis pela execução de serviços no município. Essa era tem de acabar!

Poder público, dinheiro público, patrimônio público... Tudo o que é público tem a ver com o povo (ainda que seja redundante explicar isso) e já está mais do que provado que o povo quer que a obra de restauro e reforma do Colégio São Luiz aconteça. E, igualmente, também está nítido quem são os personagens que não querem que esse marco na história da cidade entre para a conquista do Governo Jango. Resta saber se o prefeito terá coragem suficiente para enfrentá-los e se os ventos vão conspirar a seu favor.

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