É mesmo preciso repensar as atitudes...

Vinte e seis dias após o início do ano, Bragança Paulista tem um novo prefeito e uma nova vice-prefeita e também, é claro, uma nova equipe de servidores para trabalhar pelo município, mesmo que eles ainda não tenham sido oficialmente anunciados.

Inerentes à posse desses novos comandantes do Executivo, reluzem na população esperanças, expectativas. E esse comportamento é compreensível. A equipe que agora assume a Prefeitura foi legitimamente eleita pela maioria do povo, com 21 votos de diferença. Ela nunca governou a cidade. Trata-se do primeiro prefeito do PT eleito em Bragança Paulista, de um delegado que fez história renomada na Polícia Civil, em quem a população depositou sua confiança. Fernão Dias concorreu pela primeira vez a um cargo público e alcançou a eleição, derrotando o tido como forte e poderoso Grupo Chedid.

A maioria do povo bragantino, pela segunda vez consecutiva, disse não a esse grupo no Poder Executivo, já que em 2008, Jango foi reeleito, tendo como principal adversário o candidato do Democratas.

O novo sempre nos traz esperanças e expectativas. Mas em torno dos nomes de Fernão Dias e Huguette elas pairam com ainda mais abundância porque eles sucedem um prefeito que também fora esperança em outros tempos e que decepcionou a população em certos aspectos. Também porque Fernão Dias venceu as eleições pelo Partido dos Trabalhadores, o qual, apesar do envolvimento de alguns membros em grandes escândalos, é o partido responsável por grandes mudanças no modo de vida dos brasileiros, desde a ascensão de classes sociais até as facilidades na aquisição de casas próprias e um melhor relacionamento com outros países. Os bragantinos esperam que esses benefícios agora cheguem efetivamente e com mais rapidez à cidade.

A rápida passagem de Frangini e sua equipe pela Prefeitura de Bragança Paulista, por outro lado, serviu para que a população descobrisse que ela não estava assim tão preparada como alardeava. Afinal, a polêmica da Tarifa Social só se criou por falhas no projeto apresentado, por falta de discussão mais aprofundada e pela pressa em cumprir a promessa de campanha a qualquer custo.

Muito se falava que a Tarifa Social tinha sido estudada durante um ano todo pela equipe de Frangini. A própria vereadora Gi Borboleta chegou a afirmar isso em sessão extraordinária em que o projeto foi aprovado. Mas, como, caros leitores, um projeto que é alvo de tantos estudos pode apresentar tantas falhas? A Administração Frangini/Galileu, na regulamentação da lei, acatou as sugestões feitas por vereadores de sua oposição. Não que isso seja errado, ou que seja ruim, mas com tantos vereadores de sua base, com tantos estudos, como eles afirmam que existiram, nenhum dos pontos apontados pela oposição foi levantado?

Enfim, a população depositou nas urnas sua confiança nos governantes do arco de alianças formado por PT, PV e PTB. Que eles tenham seu caminho iluminado, que tenham discernimento e sabedoria para conduzir a administração com o zelo e o respeito que a coisa pública merece e que não decepcionem os bragantinos, abrigando em seu governo parasitas do dinheiro público. E como aconselhou a vice-prefeita Huguette, que a população realmente repense suas atitudes e liberte-se das amarras da falsa informação e da falsa liberdade de pensamento e de expressão. Que como dona de si que é, que possa escolher, fazendo uso do livre arbítrio, o que ler, o que ouvir, o que assistir, e que saiba filtrar as informações que lhe chegam para formar por si própria sua opinião sobre os fatos.

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