Na próxima sexta-feira, 29, será realizada a Black Friday no Brasil. Apesar de ser adotada há cerca de dez anos pelo país, ela já era tradicional em outros países, como nos Estados Unidos. A iniciativa surgiu pela necessidade de desenvolver o comércio diante de crises econômicas, criando promoções e, consequentemente, aumentando as vendas, gerando emprego e renda.
No Brasil, apesar de tradicionalmente ser realizada na última sexta-feira do mês de novembro, há lojas que anteciparam suas ofertas desde o início do mês, na tentativa de alavancar suas vendas para o fim de ano.
O problema é que, com todo o marketing chamativo das lojas, que chegam a oferecer descontos de até 80% em seus produtos, os consumidores devem atentar-se às armadilhas ocultas para que não tenham seus direitos lesados pelo impulso da compra.
Para falar sobre esse assunto, o Jornal Em Dia convidou a coordenadora do Procon (Programa de Proteção e Defesa do Consumidor) de Bragança Paulista, Tatiana Rodrigues, que deu algumas dicas para evitar cair em golpes. De acordo com Tatiana, durante o período da Black Friday, é mais comum que os consumidores sejam lesados ao fazerem suas compras. “Muitas pessoas acabam sendo induzidas por sites de má índole para realizar suas compras, mas na verdade, trata-se de um golpe que as pessoas pagam por produtos abaixo do valor de mercado e nunca recebem suas mercadorias. O percentual só vem aumentando, em torno de 20 a 30% dos casos são golpes”, explica.
Segundo a coordenadora, o golpe mais comum é a oferta de determinado produto com preço abaixo do que é anunciado por sites conhecidos e confiáveis. “Por confiar, o consumidor realiza o pagamento do boleto, depósito bancário ou via cartão de crédito e, após alguns dias, percebe que o produto não chegou e nem vai chegar”, comenta.
Para fazer compras com segurança, a profissional deixa algumas recomendações. “É importante saber se existe o selo de segurança para realizar a compra, denominado ‘site seguro’, e também o consumidor pode pesquisar através da Fundação Procon uma listagem de sites que não são confiáveis, e ficar atento se o pagamento é realizado para uma pessoa física e não para jurídica com CNPJ. Uma dica importante é através de pesquisa do próprio CNPJ para ver se a empresa existe e sempre comprar em sites conhecidos para evitar transtornos”, pontua.
Caso o consumidor se sinta lesado em suas compras, o Procon pode auxiliar de forma gratuita. “Para realizar uma reclamação no Procon, é necessário que o consumidor venha pessoalmente munido de seus documentos pessoais, comprovante de endereço e o que for pertinente à reclamação (número do pedido, nota fiscal, comprovante de pagamento, entre outros), todos originais e em cópia. Assim que é realizada a reclamação, o Procon notifica o fornecedor e aguarda o prazo de 30 a 40 dias para que haja todo o trâmite, sendo satisfatória a resposta, é dado baixa administrativa, não sendo, o consumidor é direcionado ao Juizado Especial Cível”, acrescenta, deixando uma mensagem para que os consumidores aproveitem a Black Friday para fazer suas compras com economia e consciência. “Atenção, consumidores, diante das dicas já citadas, fica a mais importante: sempre desconfiem de ofertas com valores muito abaixo do que é oferecido no mercado, se tem dúvidas não realize a compra ou faça uma pesquisa no site da Fundação Procon. Diante de tudoo que foi esclarecido, desejo a todos boas compras!”, finaliza.
Em Bragança Paulista, o Procon fica na Central Agiliza, no Paço Municipal, localizado na Av. Antônio Pires Pimentel, 2.015, no Centro. O atendimento é feito de segunda a sexta-feira, das 9h ao 12h e das 13h30 às 16h. Outros esclarecimentos podem ser obtidos pelos telefones: (11) 4034-7049 e (11) 4034-7084, ou pelo e-mail: procon@braganca.sp.gov.br.
Sempre que o consumidor tiver dúvidas, pode recorrer ao Código de Defesa do Consumidor – que norteia as ações do Procon –, disponível em: http://www.procon.sp.gov.br/pdf/CDCcompleto.pdf.
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