Em 1º de maio, se celebra o Dia do Trabalhador em cerca de 80 países do mundo. A data surgiu em 1886, em Chicago, quando milhares de trabalhadores americanos fizeram uma paralisação neste dia para reivindicar melhores condições de trabalho, consideradas desumanas, e exigir a redução da jornada de 13 para oito horas diárias.
O movimento se espalhou pelo mundo e, no ano seguinte, trabalhadores de países europeus também decidiram parar por protesto. Em 1889, operários que estavam reunidos em Paris, na França, decidiram que a data se tornaria uma homenagem aos trabalhadores que haviam feito greve três anos antes.
No Brasil, o feriado começou por conta da influência de imigrantes europeus, que a partir de 1917, decidiram parar o trabalho para reivindicar direitos. Em 1924, o então presidente Artur Bernardes decretou o dia 1º de maio como feriado oficial.
A data também marca a implantação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), no ano de 1943, pelo então presidente Getúlio Vargas. Por muito tempo, o reajuste anual do salário mínimo também aconteceu no Dia do Trabalhador.
Também conhecida como Dia do Trabalho, a data tem o objetivo de celebrar as conquistas dos trabalhadores ao longo da história e promover reflexões sobre condições trabalhistas em todo o mundo. O atual momento, inclusive, é muito pertinente para voltar os olhares a essa causa.
Isso porque, com a pandemia do coronavírus, milhares de trabalhadores perderam seus empregos por conta da crise econômica; outros, autônomos, tiveram de se reinventar para sobreviver. Lojas, academias e restaurantes foram fechados; eventos interrompidos; viagens canceladas.
Muitos ainda tiveram de se adaptar à realidade do trabalho remoto: professores, funcionários do setor administrativo e de muitos outros segmentos, incluindo pessoas do grupo de risco que tiveram de ser afastados das atividades presenciais e trabalhar em um formato completamente diferente.
A indústria e os estabelecimentos essenciais, como os supermercados, continuaram operando com força e seus trabalhadores também tiveram que se adaptar a esse cenário – muitas vezes se desdobrando, já que as equipes foram reduzidas em muitos casos para mitigar a circulação do vírus.
Os trabalhadores da saúde, os verdadeiros heróis desse período, também colocaram mais do que nunca a “mão na massa”, lutando contra um inimigo invisível, vendo vidas serem ceifadas, enfrentando longas e árduas jornadas de trabalho, encarando o medo latente da contaminação, cansaço e pressões – tudo isso de forma ininterrupta.
Em todos os casos, protocolos e mais protocolos sanitários: uso de máscaras, álcool em gel, distanciamento, aferições de temperatura, redução de pessoal e teletrabalho quando possível, dentre muitas outras medidas. Apesar delas, muitos trabalhadores foram contaminados, alguns se curaram, outros infelizmente perderam a vida.
Com todos os desafios já enfrentados naturalmente no trabalho, agora, pessoas em todo o mundo enfrentam os obstáculos trazidos por um cenário totalmente novo, vivem o inesperado e procuram, à sua maneira, sobreviver – ao vírus, ao desemprego, aos novos modos de trabalhar, ao “novo normal”.
Em uma grande crise, que trouxe prejuízos não só à saúde pública como a toda a economia, o trabalho é – em tempos de atividades essenciais e não essenciais – ainda mais fundamental, mas como tudo, também precisou ser reinventado. Adequações foram e seguem sendo necessárias, e o ser humano segue mostrando sua imensa capacidade de resiliência e adaptação neste momento tão conturbado.
Por isso, nesta data, além de descansar e aproveitar para comprar para o Dia das Mães – já que o comércio bragantino estará aberto hoje após algumas semanas fechado por conta da fase emergencial do Plano São Paulo – é fundamental pararmos para refletir. Seja para agradecer pelo trabalho – e pela vida, em um período tão difícil – ou para pensar em novas soluções de ter um ofício e renda e atravessar essa fase com otimismo.
Deixamos aqui a nossa homenagem a todos os trabalhadores – aqueles que estão na linha de frente da pandemia, os que estão em home office, os profissionais da Educação que agora retornam às atividades presenciais, os empresários, os autônomos, os profissionais do setor de serviços e todos os outros – desejando-lhes perseverança, confiança em dias melhores e muita saúde. Cuidemo-nos e sigamos, unidos, em frente! O país precisa, mais do que nunca, de nós!
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