Diversos relatos demonstram insatisfação e receio quanto ao controle da disseminação do coronavírus nas escolas
Ainda sem previsão de vacinação de forma mais ampla a toda a população, o retorno às aulas presenciais tem sido de muitas dúvidas e incertezas. De um lado, governos municipal e estadual afirmam que está tudo sob controle pois estão sendo seguidas as determinações sanitárias pelo Plano São Paulo. De outro lado, há a insegurança por parte de professores, funcionários e familiares de alunos.
Como foi noticiado pelo Jornal Em Dia, a Apeoesp local entrou com representação no Ministério Público contra o retorno das aulas de forma presencial. Porém, até o momento, o MP não se manifestou a respeito.
Segundo a última atualização do plano de flexibilização, em que Bragança Paulista foi classificada na Fase Amarela, é permitida a presença de até 70% de alunos em sala de aula,
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, na segunda, 8, primeiro dia do novo ano letivo, 3.372 alunos voltaram às aulas presenciais, o que representa em torno de 21,5% do total de 15.600, enquanto os demais permaneceram com as aulas remotas.
A pasta também informou que adquiriu tapetes sanitizantes, material de limpeza, termômetros, totens com álcool em gel, máscaras do tipo face shield para funcionários, além de máscaras para alunos – confeccionadas em parceria com o Fundo Social de Solidariedade do Município.
OUTRO LADO
Já os relatos que chegam até o Jornal Em Dia, são de insatisfação. O mais preocupante é em relação às máscaras oferecidas às crianças. Elas são do mesmo tamanho das usadas por adultos, o que faz com que caiam o tempo todo, e deixem boca e nariz, que precisam ser protegidos, quase sempre à mostra. Há também a reclamação de que grudam na boca quando quem as usa fala.
Outro caso relatado é o de uma criança, filha de uma servidora, que permaneceu dentro da sala de aula mesmo com febre. Como a mãe estava trabalhando na escola, ela não podia ir embora. Outro relato é de que, como a rede municipal de ensino não possui cargos suficientes de professores substitutos, o problema é solucionado com a junção de turmas, o que acaba ocasionando aglomeração e lotação de salas.
Outra questão é que, como o ensino está acontecendo de forma mista, ou seja, parte presencial e parte online, os professores não têm tempo hábil para atender ambas as demandas. Ao contrário da rede estadual, que reduziu o horário das aulas presenciais, a rede municipal manteve os mesmos horários, o que ocasiona o acúmulo de trabalho que professores precisam levar para casa. Além disso, há também a reclamação de que a conexão de internet oferecida não contemple todas as salas de aulas.
Outra preocupação é em relação ao HTP (Hora de Trabalho Pedagógico) que normalmente são realizadas em salas fechadas, com aglomeração de professores.
Em Bragança já são, pelo menos, quatro escolas da rede estadual que confirmaram casos de funcionários com testagem positiva para Covid-19 antes mesmo do retorno oficial às aulas presenciais. O grande receio de funcionários da rede municipal, que por lidarem com crianças menores e por isso terem contato mais próximo com elas, é de que aconteça o mesmo que aconteceu nas escolas estaduais.
0 Comentários