Fotos: Divulgação
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Amo minha quebrada

Associação Comunidade Zona Norte atende diversas famílias com doação de cestas básicas

Foi em 2018, com a ação Natal Feliz, que surgiu a Associação Beneficente de Bairros Comunidade Z/N.com, inicialmente chamada de “Amo Minha Quebrada”. Começou de forma despretensiosa, por um grupo de amigos, no WhatsApp. Um deles, que tem uma empresa de brinquedos infláveis, decidiu oferecer uma festa às crianças do Bairro Parque dos Estados.

Os demais se uniram para arrecadar doações com o comércio local. Dessa primeira ação, surgiu a ideia de dar continuidade em algo que tinham comprovado que daria certo: promover atividades que agregassem algo positivo, para crianças e jovens. Hoje, a Associação Comunidade Zona Norte tem uma diretoria formada por nove pessoas e conta com cerca de 50 voluntários.

Tem como foco desenvolver atividades que vão desde zumba, ballet, escolinha de futebol, vôlei, muay thai, capoeira, até informática e aula de desenho. Porém, essas atividades foram paralisadas desde que começou a quarentena, mas a associação não.

Na verdade, se reinventou ao perceber que, no momento pandêmico, a comunidade da Zona Norte estava precisando era de comida. O Jornal em Dia conversou com Anderson Luís da Silva, o Andinho, Francisco Júnior, o Chico, e Carina Moraes, que contaram como a associação consegue contribuir para minimizar os efeitos causados pela falta de trabalho e recursos de boa parte dos moradores da região. 

MUDANÇA DE FOCO

“A nossa associação atende o público em geral, pela variedade de atividades que oferecemos, para pessoas de todas as idades. Agora, estamos voltando, aos poucos, com as atividades de zumba, que conseguimos fazer com o distanciamento social que precisa.

Normalmente, a média de participantes em cada atividade é de 25 pessoas. Mas, no momento, nosso foco tem sido o social no sentido de atender as famílias com maior vulnerabilidade. Desde que a pandemia teve início, já entregamos cerca de 700 cestas básicas.

Esse trabalho sempre existiu dentro da associação, mas não com a intensidade que vemos hoje. Quando começamos a intensificar os trabalhos nisso, ficamos surpresos porque começamos a distribuir as cestas de forma muito rápida. Já chegamos a distribuir de dez a 12 cestas por dia.

Quando decidimos começar as atividades foi para tirar a molecada da rua, não tínhamos a visão que temos hoje, das demais necessidades das pessoas. Isso a gente foi aprendendo com o tempo e percebendo com o sofrimento com quem temos conversado e conseguido atender. Isso nos inspira ainda mais a correr atrás de alimentos para ajudar essas famílias. Já tínhamos algumas cadastradas e que atendíamos dessa forma. Com a pandemia, uma família foi contando para outra e nos indicando. Não tinha como não atender cada uma delas”, contam. 

Apesar de levar no nome uma região específica da cidade, a associação atende quem precisar, independentemente do local. Já atendeu uma família de Vargem, por exemplo. Em outra situação, recebeu uma solicitação de uma família de Atibaia. Como não conseguiria atender por não ter como levar a cesta até a cidade vizinha, entrou em contato com uma a associação de lá que, prontamente, ajudou a família. 

ME DÁ UMA MÃO

Assim que começou a pandemia, a associação Comunidade Zona Norte firmou uma parceria com o projeto Me Dá Uma Mão, dos artistas Bia Raposo e Alexandre Beraldo. O projeto, em nome da associação, por sua vez, firmou parceria com o Posto Europa para deixar uma caixa solidária no local, a fim de fazer a arrecadação de alimentos e roupas que serão distribuídos para as famílias beneficiadas.

Para Bia Raposo, essa ação funciona como ponte entre os dois lados da cidade, a Zona Sul, com maior poder aquisitivo, e a Zona Norte, com mais vulnerabilidade social. Para ‘dar uma mão’ à associação, não precisa nem sair do carro, é só deixar a doação na caixa. Depois, a equipe do posto entra em contato com Andinho, que passa para recolher as doações. Hoje, com a conclusão do projeto, Bia transferiu a parceria para o Edith Cultura, coletivo do qual faz parte. 

AJUDA DE ADVOGADO VOLUNTÁRIO

“Hoje, a maior dificuldade da associação é encontrar um advogado ou uma advogada que entenda de estatuto para que a gente consiga se formalizar. Nossa papelada está em andamento, mas sempre para porque ainda não conseguimos alguém que entenda desta área específica e que possa nos ajudar de forma voluntária. Precisamos dessa formalização para conseguir angariar mais recursos, para ajudar mais pessoas”, dizem.

COMO COLABORAR

As doações de alimentos e roupas para o inverno podem ser feitas na caixa que está disponível no Posto Europa, no Taboão, ou na sede da associação, que fica na Rua Amazonas, 549, no Parque dos Estados. Para mais informações, é só entrar em contato com Andinho, pelo WhatsApp, no número: (11) 9 4529-7565. As famílias que precisarem de ajuda também podem entrar em contato com ele ou ir diretamente até a associação para fazer o cadastro.

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