Vias públicas são bloqueadas por mais de uma hora durante protesto

Principais reivindicações se referem a melhorias no transporte coletivo e na Educação

 

Por volta das 17h de sexta-feira, 28, centenas de jovens se reuniram na Praça Raul Leme para novamente seguir pelas ruas da cidade em protesto. O grupo se uniu a outros manifestantes, funcionários da Secretaria Municipal da Educação, e promoveu a paralisação de vias públicas em Bragança Paulista, por pouco mais de uma hora.

O movimento “Vem pra rua”, liderado pelo Movimento Acorda Bragança – Passe Livre, MOB (Movimento Outra Bragança) e De Olhos Bem Abertos, contou com cerca de 400 participantes. Conforme a pauta que havia sido previamente divulgada, eles estariam nas ruas contra o aumento da tarifa do transporte público; contra o monopólio da empresa de ônibus; contra o subsídio da passagem, retirando dinheiro de outras áreas; pedindo, no mínimo, a fixação do valor atual da tarifa; e pedindo qualidade no transporte público.

Na manhã de sexta-feira, 28, o prefeito Fernão Dias da Silva Leme havia anunciado que a passagem não irá aumentar, até que os governos estadual e federal definam as medidas de desoneração da área.

Então, os manifestantes mudaram de certa forma o discurso e, por meio de gritos de guerra, afirmavam que a tarifa de R$ 2,80 é um assalto e pediam a redução desse valor, além de cobrar também outras melhorias para o transporte coletivo.

Já na Praça da Igreja do Rosário, cerca de 100 servidores da Educação se aglomeraram a partir das 17h e ali ficaram até por volta das 18h. O Sismub (Sindicato dos Servidores Municipais de Bragança Paulista e Região) apoiou o movimento, estando presente sua diretoria, munida de carro de som, que acompanhou os manifestantes durante todo o trajeto.

Com cartazes em punho, os servidores exibiam o descontentamento com a secretária municipal de educação, a vice-prefeita Huguette Theodoro da Silva, pelo anúncio de que todos os funcionários terão de trabalhar no recesso de julho, com exceção dos professores em regência, já que apenas esses têm direito ao recesso por lei. Foram entoados gritos de guerra contra a administração e, liderados por membro do sindicato, várias vezes os servidores vaiaram o prefeito e a vice-prefeita da cidade.

Uma das reclamações externadas é a de que não houve planejamento para a abertura das creches no período de recesso. Sustentando essa afirmação, os servidores bradavam que escola não pode ser depósito de crianças. Alguns também afirmaram que há falta de papel higiênico nas unidades escolares, argumentaram que “a secretária Huguette é médica, advogada, tudo, menos professora” e alegaram que colocar as pajens para tomar conta das crianças no período de recesso configura desvio de função.

Por volta das 18h, os servidores da educação subiram a Rua Barão de Juqueri, sentido Praça Raul Leme, se encontraram com os manifestantes que já haviam contornado a praça e se uniram, descendo a Travessa Riachuelo. Eles seguiram em direção à rotatória próximo ao Posto Tasca, que dá acesso à Rodovia Capitão Barduíno, também chamada de Avenida Plínio Salgado no trecho urbano.

Foi então que começou o bloqueio das vias públicas. Os motoristas que estavam na rodovia e também na Avenida dos Imigrantes foram impedidos de passar. Pouco depois, outro grupo bloqueou a Avenida José Gomes da Rocha Leal, no cruzamento com a Rua Nicolino Nacaratti, e também a Rua Jerônimo Martin Carreteiro.

A interdição durou pouco mais de uma hora, tendo iniciado por volta das 18h30. Em alguns momentos, foram soltadas bombas pelos participantes do manifesto.

Alguns motoristas, percebendo o bloqueio, contornavam, na contramão, para desviar dos manifestantes e poder chegar a seu destino. Na Avenida dos Imigrantes, eles tinham de passar por cima do canteiro para fazer isso. Então, manifestantes foram para cima dos veículos na tentativa de impedi-los. Eles chegaram a cobrar dos agentes de trânsito que multassem os motoristas.

Um ônibus da empresa Nossa Senhora de Fátima tentou fazer o mesmo, mas foi impedido por um grupo de pessoas que literalmente grudou no veículo. Isso também aconteceu com um caminhão dos Correios que, impedido de passar, acabou ficando parado transversalmente na avenida.

Para bloquear o trânsito, as pessoas sentavam nas ruas. Muitos não concordavam com o ato e tentavam conversar com os manifestantes. Na Avenida José Gomes da Rocha Leal, o diálogo resolveu em alguns momentos e motoristas tiveram a passagem liberada. Mas isso foi exceção.

A Polícia Militar e a Guarda Municipal acompanharam todo o trajeto e auxiliaram no bloqueio do trânsito.

Por volta das 19h30, o vice-presidente do Sismub, Benedito Aparecido Domingues, propôs o encerramento do movimento, já que muitos já se dispersavam.

Mas os manifestantes do Movimento Acorda Bragança – Passe Livre, MOB (Movimento Outra Bragança) e De Olhos Bem Abertos decidiram seguir até a Prefeitura, onde novamente pregaram cartazes na grade.

Depois disso, o movimento se encerrou.

Ficou acordado entre os participantes que, na próxima terça-feira, 2, eles estarão na Câmara Municipal.

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