Um dia daqueles em que a consciência amorosa e necessária nos relembra da dádiva de estarmos vivos e, por consequência, da efemeridade desse instante.
Hoje, enquanto dormia, o Eterno encarregou-se de pintar a manhã, com um indescritível tom rosado, e isso foi o suficiente para promover o despertar de que minha alma, fatigada pela rotina do descaso, andava precisada. E enquanto dirigia para o trabalho, presenteou minhas retinas com um espetáculo assombrosamente belo.
A paleta dele, suas generosas e certeiras pinceladas, lembraram-me de ser grata.
Seu cuidado pontual, lembrou-me de que só existo nEle e que todas as coisas igualmente dependem de sua bondade e amor, infalíveis...
Fui, e dou graças por isso, confrontada com a realidade santa de minha absoluta insignificância. E sábio como é o pintor eterno, tratou de levar junto com meu ego, muitas vezes exacerbado, todas as minhas preocupações e ansiedades, fazendo-me compreender o quão inúteis e infundadas são elas.
Afinal, se estou nEle, e de fato estou, anulam-se imediatamente, diante dessa verdade, todos os motivos de preocupação.
Lembrei-me ainda, e foi o céu o responsável por essa lembrança, das palavras tão repetidamente ditas e em tantos lugares, e tão esquecidas... Ser como as aves ou como os lírios do campo, observá-los, a fim de aprender com eles da simplicidade e do descanso daqueles que sabem em quem têm crido e de onde vem seu sustento.
Desviar, vez por outra, os olhos do mundo, levantar o olhar para a realidade do Reino, para os valores do Reino, ao invés de adoecer o corpo e a alma com preocupações vãs, imediatistas e passageiras.
Preencher a vida com gratidão e alegria, crendo que o Eterno tem em suas mãos perfuradas pelo amor, o controle de todas as coisas.
Descansar nessa verdade absoluta e viver como se não houvesse nenhuma outra, porque, de fato, não há!
Não se preocupem, queridos, é Ele quem mansamente nos diz: “Tudo está sob controle... sob meu controle...”
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