Time que não vai bem precisa de mudanças

Nessa semana, instalou-se na cidade, alimentada por alguns órgãos de imprensa, uma polêmica sobre o novo modelo de gestão que a Secretaria Municipal de Saúde está adotando para Bragança Paulista. Conforme defendem os que são contra a medida, trata-se de terceirização. Porém, a Administração Municipal explica que será adotada a gestão compartilhada, com uma organização social tomando conta dos serviços de saúde, desde os básicos até os de urgência e emergência.

Independentemente do nome que se dê, é importante fazer alguns apontamentos. A área de Saúde em Bragança é uma das mais problemáticas. Há diversas reclamações quanto à demora na marcação de consultas, de exames, sobre mau atendimento de servidores dessa área e falta de infraestrutura nos locais disponibilizados para a realização dos serviços. Esses problemas existem há muito tempo. Então, se existe tanta coisa funcionando de modo a gerar essas e outras reclamações, é louvável que se tente mudar. E a atitude da atual gestão não é menos louvável por enxergar no modelo de gestão compartilhada uma saída. Afinal, time que está perdendo precisa de mudanças.

Não conhecemos de perto a realidade do AME (Ambulatório Médico de Especialidades) de Atibaia, que foi citado como exemplo pela secretária municipal de Saúde, Estela Gianesella, mas já ouvimos muitos elogios quanto ao atendimento no local. Por que não tentar um modelo parecido para a cidade?

Além disso, cabe um questionamento àqueles que estão incomodados com o anúncio da nova medida. Será que estão realmente preocupados com a população ou com os cargos que perderão a partir da instalação do novo modelo de gestão?

A verdade é que toda mudança gera insegurança. Esta, especificamente, vai mexer com estruturas que estavam consolidadas havia muito tempo, estruturas estas que funcionam por meio do trabalho de funcionários, os quais, por sua vez, temem sair da rotina com a qual já estão acostumados. Mas é importante que a população dê uma chance ao novo modelo, já que o atual não está funcionando adequadamente. Após um período de experiência, então, será possível jogar flores ou atirar pedras, mas entendemos que, agora, é necessário dar tempo ao tempo e, claro, desejar boa sorte porque, em caso de resultados positivos, não será esta administração que sairá ganhando, mas a população como um todo, especialmente, a mais carente, que necessita única e exclusivamente do SUS (Sistema Único de Saúde) para resolver seus problemas de saúde.

 

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