Em reunião na última sexta-feira, 4, na Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), no Escritório de Desenvolvimento Regional de Bragança Paulista, Mário Jorge Arruda, suinocultor do município, fez reivindicações ao poder público. Ele apelou ao auxílio da Administração Municipal devido à alta competição de produtores de outros estados e uma disputa desleal com produtores clandestinos. Essa situação fez com que as matrizes suínas do estado de São Paulo caíssem em, pelo menos, 46%, de 120 mil cabeças para atuais 65 mil, conforme informou.
Na ocasião, se reuniram, além do suinocultor, que também é membro da SuinoLight, outros produtores, o médico veterinário responsável Serviço de Inspeção Municipal (SIM), Leandro Ratte de Oliveira, o representante da Prefeitura, engenheiro agrônomo Jorge Bellix de Campos, que é diretor técnico da Cati, o médico veterinário Marcelo Baptista da Silva, chefe da Casa da Agricultura de Bragança Paulista, e o zootecnista Emanuel Haddad Perdão, assistente de planejamento da Cati.
No que se refere a Bragança, apesar dos dados apresentados, o cenário conta com larga tradição na produção de embutidos, como comprova o título nacional conferido pela “Linguiça de Bragança”. Dessa forma, foram levantadas questões sobre os possíveis aumentos nas demandas municipais para potencializar a produtividade e agregar valores da marca.
Com as limitações dos criadores nas cadeias produtivas, eles consideraram fundamental o apoio da Prefeitura para organização e enfrentamento da baixa demanda no mercado interno, mesmo com o consumo dos produtos de carne suína em alta.
Assim, o primeiro passo sugerido pelos técnicos na reunião foi que se organize um grupo formal ou uma associação, objetivando melhor estruturação dos produtores, para que possa ser avaliada a contribuição das partes envolvidas na cadeia produtiva de maneira criteriosa. Com o estabelecimento da organização, seria possível pensar em padronização nos requisitos de qualidade e segurança, necessários à fabricação dos produtos. Isso resultaria na criação de um selo de Indicação Geográfica, que permitiria a autenticação dos itens genuinamente bragantinos no mercado, criando identidade reconhecida para os produtores locais.
Entre as dúvidas dos produtores, estava como reestruturar-se nas novas condições do mercado, onde a demanda tem alta exigência. Nesse caso, medidas possíveis seriam a estruturação de uma central de beneficiamento de produtos oriundos da suinocultura, da ovinocultura e caprinocultura, bem como a possibilidade de estruturar um abatedouro municipal para pequenos e médios animais, que seria gerido pela associação, com o objetivo de intensificar a produção e a disponibilização de produtos.
Essas ações trariam benefícios não só aos suinocultores, mas aos ovinocultores e caprinocultores da região. Para alcançar tais resultados, os produtores rurais contam com o apoio técnico dos órgãos públicos competentes.
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