Na noite dessa sexta-feira, 5, reunidos em assembleia geral extraordinária, os servidores municipais de Bragança Paulista decidiram a pauta de reivindicação que será negociada com a Prefeitura neste ano. O principal item da extensa pauta é o reajuste salarial.
Os servidores decidiram pedir 20% de aumento, o que representa reajuste real de 13,69%, já que a inflação está em 6,31%, de acordo com o presidente do Sismub (Sindicato dos Servidores Municipais de Bragança Paulista e Região), Carlos Alberto Martins de Oliveira.
Cerca de 100 servidores participaram da assembleia, número considerado muito baixo pelo sindicato e pelos próprios servidores que compareceram à reunião, já que há cerca de 4.400 funcionários.
A pauta de reivindicação definida, a partir da sugestão e aprovação dos servidores durante a assembleia, inclui ainda reajuste do cartão da cesta básica, de R$ 240,00 para R$ 350,00, e o fim do desconto proporcional por questão de isonomia. De acordo com um diretor que se manifestou na reunião, quem ganha acima de R$ 1.500,00 ou R$ 2 mil na Prefeitura, tem descontado de seu salário um percentual por receber cesta básica. Com isso, a cesta que hoje é de R$ 240,00 acaba sendo de cerca de R$ 150,00 por causa do desconto, segundo ele.
Os servidores também incluíram em seus pedidos o fim do desconto do vale-transporte, a implantação do vale-combustível, que seria uma ajuda de custo para o servidor que não fizer uso do vale-transporte, e a concessão de vale-refeição no valor de R$ 10,00 por dia.
Outro item que será debatido entre a Prefeitura e o Sismub, que representa a classe de trabalhadores, será quanto às faltas abonadas. Os servidores querem a manutenção das seis faltas abonadas no ano e que sejam excluídos os critérios que hoje vigoram, que eles possam ter direito a esse benefício sem qualquer restrição.
Algumas das solicitações aprovadas em assembleia dizem respeito a determinadas categorias. As pajens, por exemplo, pedem o reenquadramento de sua função para professor de desenvolvimento infantil, com redução de carga horária. As professoras da Educação Infantil querem a volta da Hora de Trabalho Pedagógico Coletivo (HTPC), que foi cortada. Os diretores solicitam a revisão de seus salários, alegando defasagem. A classe de farmacêuticos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem pedem a redução da carga horária para 30 horas semanais. Redução da carga horária semanal também é o pedido dos agentes de trânsito, que querem que ela seja estabelecida em 40 horas.
Além disso, os funcionários reivindicam plano de saúde custeado em sua totalidade pela Prefeitura e a instituição de um plano de previdência própria com a coparticipação da administração municipal.
Essas são as principais reivindicações pelas quais o Sismub irá lutar durante a negociação com a Prefeitura, que deve ter início nesta semana. A próxima assembleia já está marcada. Ela ocorrerá no dia 19 de abril, quando o sindicato espera ter a contraproposta da administração para apresentar aos servidores.
Os dirigentes do Sismub encerraram a assembleia dessa sexta-feira agradecendo àqueles que participaram e cobrando união da categoria, além de maior adesão para que o movimento de negociação salarial deste ano ganhe força.
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