Enquanto as oficinas de Carlos Fajardo e Paulo Pasta vão ocupando a paisagem da Serrinha, vamos preparando os próximos acontecimentos.
Ontem, aconteceu na Fazenda Serrinha a segunda Conversa Circular desta edição, com Diógenes Moura e Priscila Arantes discutindo experiências curatoriais. Hoje, dia 18 (quinta), teremos o show performático Multisambafônico, com Guilherme Folco, às 21h, também na fazenda e gratuito. Na sexta e sábado (19 e 20), no Cine Rancho, será exibido o longa “Hoje”, de Tata Amaral, com entrada gratuita.
E, fechando a segunda semana, ainda no sábado, às 22h, o rapper RAPdura, se apresenta no Galpão Busca Vida.
Parque de Instalações
Desde que se iniciou um processo de restauração da mata atlântica, da biodiversidade e dos processos naturais na Fazenda Serrinha, cada intervenção humana realizada ali é pensada, planejada e executada partindo da premissa de que seu resultado deve produzir o mínimo impacto sobre o ambiente – ou, preferencialmente, trazer-lhe benefícios.
Pela vocação da fazenda – desde muito antes da existência do festival frequentada por artistas e utilizada como espaço de convivência – o parque de instalações, em contínuo movimento de criação e recriação, é um componente artístico intrínseco a esse processo. As instalações constituem as “pegadas” deixadas por artistas, que corroboram o esforço de recuperação dos ambientes naturais ao ressignificá-los e experimentá-los de forma harmoniosa e livre.
Unidas a uma tradição que teve início nos anos 1960, as obras não se encaixariam nos espaços neutros dos museus e galerias de arte – os chamados cubos brancos –, demandando novas possibilidades de ocupação. São trabalhos que ampliam as formas de recepção estética e se abrem a relações múltiplas de interação não apenas com as pessoas, mas também com todas as espécies animais e vegetais do entorno. Obras construídas especificamente para aqueles espaços – site specifics –, elas possuem caráter dinâmico e vivo, ao incorporar a ação do tempo na sua constituição, que as assemelham a organismos vivos. Algumas são permanentes; outras vão desaparecendo ao sabor das intempéries.
As instalações permanentes são:
Aguilar - Eu te como
Luiz Hermano - Enquadrando a paisagem
Bené Fonteles - A Grande espiral
Fernando Limberger - Fértil
Bijari - Mula sem cabeça
Gustavo Godoy - [I]mobiliário
Eduardo Srur - Náu
Humberto Brasil
Fábio Delduque - Casulo
Rodrigo Bueno (obra em restauro)
Hugo França
O projeto do Parque de Instalações inclui um programa de formação de educadores para atender as visitas agendadas de escolas estaduais da região.
As visitas são conduzidas de forma a possibilitar que os participantes articulem todos os elementos da paisagem, naturais e construídos pelo ser humano – incluindo as intervenções artísticas. Propõem assim uma experiência planejada que inclui abrir-se para a exploração, observação, reflexão, contemplação, diálogo e vivência artística; ou seja, para uma nova possibilidade de leitura de mundo, mais abrangente, crítica e conectada com a natureza.
Durante o 12º Festival de Arte Serrinha, a equipe do Educativo acompanhará grupos espontâneos que queiram conhecer o Parque de Instalações da Fazenda Serrinha. A participação é gratuita.
As próximas visitas monitoras pelo Educativo Serrinha acontecem nos seguintes dias e horários:
20/07 – Sábado: 11h e 15h
21/07 – Domingo: 15h
27/07 – Sábado: 11h e 15h
Para mais informações, acesse: http://festivaldearteserrinha.com.br/.
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