Questão de consciência

Nesta edição, publicamos algumas informações sobre dois crimes ocorridos no mês de fevereiro. Um deles já foi esclarecido pela Polícia Civil, que prendeu dois envolvidos e identificou um terceiro que está foragido. E para o outro, a polícia pede a ajuda da população, de pessoas que possam saber o que realmente aconteceu e denunciar.

A parceria entre povo e polícia pode realmente ser muito positiva. Afinal, a polícia não consegue estar em todos os lugares o tempo todo por falta de efetivo e frota. Pessoas que estejam dispostas a colaborar e tenham informações consistentes podem fazer toda a diferença, ressalte-se, com a garantia de sigilo sobre sua identidade.

Os crimes em questão chocaram a cidade, mas essa parceria pode ser frutífera também para outros delitos, de menor ou maior gravidade. Em vez de se conformar com o aumento do número de ocorrências de tráfico em determinada rua ou bairro, por exemplo, o cidadão deve fazer a sua parte para que esse tipo de ação criminosa seja banido. Como? Denunciando! Indicando à polícia dados que possam facilitar a prisão de foras da lei.

Além disso, importante destacar que a parceria do povo com as autoridades constituídas pode render melhorias na qualidade de vida como um todo. Falando no aumento dos casos de dengue no município e tomando como princípio o fato de que o melhor remédio é a prevenção, defendemos que vizinhos podem colaborar indicando aos profissionais responsáveis locais que possam estar servindo como criadouro do mosquito transmissor. Atitudes como essa não podem ser encaradas como “se meter na vida alheia”, mas sim, como algo que pode ser decisivo para a saúde de cada um. Afinal, o mosquito criado na casa vizinha poderá espalhar a doença a qualquer um e, logicamente, não apenas aos proprietários do imóvel.

Assim também é com o consumo de água. A água desperdiçada pelo vizinho que lava o quintal e o carro com mangueira, ou que não conserta um vazamento frequente, pode fazer falta na sua torneira.

Se analisarmos bem todas essas situações, percebemos que tudo é uma questão de consciência. Não se pode conceber a ideia de que alguém saiba detalhes que podem ajudar a polícia a resolver um crime, nesse caso, um homicídio, um ato que tirou a vida de alguém, e ficar calado. Ou que saiba que uma pessoa é fugitiva da polícia e não denunciar.

Os cidadãos que já são conscientes de como essas práticas podem acabar refletindo positivamente na sociedade devem contribuir fazendo a sua parte e promovendo a conscientização de mais gente.

Acreditar num mundo melhor não é utopia. Mas fazê-lo acontecer depende de cada um de nós.

Uma boa semana a todos!

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