Os problemas na área de Saúde voltaram a aparecer. Se eles tinham sido resolvidos ou se a população deixou de reclamar, não é possível saber, mas as reclamações reapareceram e expõem uma realidade que mostra que os transtornos encontrados no início da gestão da ABBC (Associação Brasileira de Beneficência Comunitária) ainda existem.
A ABBC atua no município desde novembro de 2013. A organização social foi contratada por meio de chamamento público em que foi a única a participar. Desde então, ela faz a gestão compartilhada dos serviços de atenção básica, Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e UPA (Unidade de Pronto-atendimento) na cidade, administrando cerca de R$ 60 milhões por ano.
Apontada como a grande solução para os problemas da área, porque dispensaria a necessidade de realização de licitação para a aquisição de medicamentos, produtos de higiene e limpeza e contratação de exames, na verdade, nesse período, a população sente que pouca coisa mudou.
Conforme relatos que chegam à redação do Jornal Em Dia, a marcação de exames simples, como de sangue, urina e fezes, está demorando quatro meses. A falta de medicamentos é frequente, fazendo com que o paciente tenha de se deslocar até o posto de saúde várias vezes até receber o remédio, quando recebe. Além disso, alguns funcionários passam informações incorretas para os munícipes, como afirmar que determinado medicamento não está mais sendo fornecido, quando a verdade é que ele está em falta e sem previsão de chegar.
Exemplo disso é que uma paciente entrou em contato com a redação, na manhã dessa quarta-feira, 15, relatando que há cerca de um mês não encontra o medicamento Sustrate, utilizado para tratar problemas cardíacos, na Unidade Pedro Megale. Conforme ela contou, foi informada que o remédio “talvez chegue daqui a 40 dias”. A paciente, então, ligou para a ABBC e a secretária, depois de falar com uma farmacêutica, informou que o medicamento saiu da rede, porém, ao ser questionada sobre a informação que o farmacêutico havia dado no posto (de que o medicamento talvez chegasse daqui a 40 dias), a secretária informou que não sabia responder e que a farmacêutica da ABBC estava em uma reunião e não poderia conversar naquele momento.
Exames mais complexos, que não são de responsabilidade da ABBC, também têm demorado e não há uma semana que vereadores não se manifestem sobre os problemas da área durante as sessões da Câmara.
Outra situação que foi recentemente debatida foi o fechamento das farmácias dos postos de saúde. Na ocasião, o líder do prefeito na Câmara, vereador Noy Camilo disse que a farmácia do posto do Henedina Cortez não seria fechada. Depois, disse que ela foi fechada, mas reabriria nos próximos dias. Já faz um mês deste anúncio e a farmácia permanece fechada, como mostra a foto tirada por um leitor na manhã dessa quarta-feira, 15.
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