Baixas temperaturas intensificam o trabalho com abordagens sociais noturnas
A Prefeitura intensificou as abordagens sociais no município para recolher pessoas que utilizam espaço aberto ou público para pernoite. As abordagens costumavam acontecer duas vezes por semana, mas estão ocorrendo com mais frequência devido à queda de temperatura (a última semana foi a mais fria de 2013).
A cidade registrou temperatura de 5ºC na noite de quarta-feira, 24. Somente nessa noite, 20 homens e uma mulher em situação de rua foram abordados pela equipe da Secretaria Municipal de Ação e Desenvolvimento Social (Semads) e Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas).
Dos 21 abordados, dez foram encaminhados para o albergue municipal masculino e a mulher foi levada pela Guarda Municipal ao albergue feminino. Os outros dez homens abordados recusaram o auxílio e optaram por permanecer nas ruas.
A ação faz parte do processo de implantação do Sistema Único da Assistência Social (Suas) - Abordagem Social. Na manhã seguinte, a pessoa tem toda liberdade de sair do albergue e pode solicitar a permanência após avaliação de situação pelo atendimento no Creas com a equipe de referência, sem a necessidade de ser recolhido nas ruas novamente pela Semads.
A orientação à população, ao encontrar pessoas em situação de rua, é acionar a Secretaria Municipal de Ação e Desenvolvimento Social (Creas) por meio do telefone (11) 4481-9099 no período comercial. À noite, o contato pode ser feito com a Guarda Municipal, no telefone 153, para realizar o encaminhamento da pessoa aos albergues.
Os três principais perfis dessas pessoas em situação de rua, de acordo com a Secretaria Municipal, são: os itinerantes que chegam à cidade vindos de outro município, passam alguns dias andando e vão embora; os moradores de Bragança Paulista que, por vários motivos, principalmente por conflitos familiares, passam a morar na rua e os dependentes químicos que, em razão do vício e das consequências, como fragilização e até mesmo rompimento dos vínculos familiares e afetivos, não têm mais onde morar.
Outras providências são tomadas além do encaminhamento das pessoas aos albergues, como entrar em contato quando elas possuem família, auxiliar a higiene pessoal, proporcionar atendimento médico hospitalar quando necessário, auxiliar a retirada de documentos e até encaminhar para realização de cursos e posterior busca de empregos via Posto de Atendimento ao Trabalhador (PAT). Além disso, há a possibilidade de fazer cadastro em programas sociais, como o Bolsa Família, do Governo Federal, e encaminhar, se houver vontade da pessoa, a grupos como Narcóticos Anônimos e Alcoólicos Anônimos.
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