Prefeitura oferece 7,70% de reajuste salarial e servidores recusam

Nova reivindicação da classe é aumento salarial de 13%

 

Na noite de quinta-feira, 26, o Sismub (Sindicato dos Servidores Municipais de Bragança Paulista e Região) realizou nova assembleia em sua sede, com a intenção de apresentar aos servidores a proposta enviada pela Prefeitura. A categoria, porém, não aceitou os itens propostos pelo Executivo e refez a pauta de reivindicação.

A primeira pauta, elaborada pelos servidores durante a assembleia do dia 12 de março, continha 14 itens. Alguns foram respondidos pela Prefeitura de forma objetiva e para outros apenas foi informado que os assuntos estão em análise.

Carlos Alberto Martins de Oliveira, presidente do Sismub, disse aos funcionários presentes que a proposta da Prefeitura era composta pelos seguintes itens: reajuste salarial de 7,70%; vale-alimentação de R$ 340,00; manutenção de seis faltas abonadas, porém, sem serem cumulativas; manutenção de duas faltas acompanhante.

A Prefeitura ainda explicou que a implantação do 14º Salário é possível caso o funcionalismo aceite mudar seu regime de contrato, que atualmente é celetista, para estatutário. Sobre a comissão de servidores formada para elaborar o Plano de Cargos e Carreira do Magistério, a Administração explicou que ela está sendo reconstituída porque alguns membros estão sendo substituídos. A previsão de conclusão dos trabalhos dessa comissão, de acordo com a resposta enviada ao sindicato, é meados do primeiro semestre deste ano. Em seguida, o Plano será enviado às secretarias municipais para análise e só então para o Legislativo, já que deve ser aprovado antes de entrar em vigor.

Todos os demais itens solicitados pelos servidores estão em análise, respondeu a Prefeitura.

Colocada em votação, a proposta foi rejeitada pelo funcionalismo. Em seguida, foi elaborada a nova pauta.

Agora, os servidores reivindicam à Prefeitura reajuste de 13%; vale-alimentação de R$ 390,00; faltas abonadas e faltas acompanhante nos mesmos moldes de 2014; vale-transporte em dinheiro; valorização das pajens, transformando o cargo em PDI (Professor de Desenvolvimento Infantil); e implantação do 14º Salário aos agentes de saúde; e apontamento de prazo para análise dos demais itens da pauta anterior.

Os funcionários presentes também sugeriram aos diretores do sindicato que uma comissão seja formada para que eles possam acompanhar as negociações com a Prefeitura. Carlos aprovou a sugestão, mas explicou que por enquanto não há mesa de negociação com a Administração. “A gente protocola o ofício lá e depois a Prefeitura responde via ofício também, não há conversa. Mas se houver, sou plenamente favorável que vocês acompanhem”, declarou o presidente.

A próxima assembleia está marcada para o dia 9 de abril.

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