Ambulâncias, demora de exames e recursos para novas unidades básicas de saúde estão entre os temas abordados
Os problemas relacionados à saúde pública de Bragança Paulista predominam nas cobranças da população aos vereadores, que reforçam essas reivindicações, principalmente, nas sessões ordinárias semanais da Câmara. Para responder essas questões, a Prefeitura convidou todos os representantes do Legislativo para uma reunião no gabinete do prefeito, na manhã da última quinta-feira, 8.
Estiveram presentes o prefeito Fernão Dias da Silva Leme, a vice-prefeita Huguette Theodoro da Silva, secretários municipais e doze dos 19 vereadores da cidade: Fabiana Alessandri, Valdo Rodrigues, Gislene Cristiane Bueno, Jorge Luís Martin, José Gabriel Cintra Gonçalves, Juzemildo Albino da Silva, Leonel Pereira Arantes, Quique Brown, Marcus Valle, Natanael Ananias, Rita Valle e o presidente da Câmara, Sebastião Garcia do Amaral.
Os veículos de imprensa não foram autorizados a participar da reunião.
Conforme as informações fornecidas pela Divisão de Imprensa da Prefeitura e dados colhidos por meio dos vereadores que participaram do encontro, o Executivo fez um balanço da situação da saúde no município no início da gestão atual, o que já se conseguiu até agora e o que está em andamento.
ESPERA NO ATENDIMENTO
Na atual Unidade de Pronto-atendimento (UPA) de Bragança Paulista, na Hípica Jaguari, 14.787 pacientes foram admitidos na observação e pronto-socorro no primeiro semestre. Desses, 451 foram transferidos para outros locais, como Santa Casa e Husf, e 2.550 permaneceram em observação por mais de quatro horas na UPA. Os demais casos foram solucionados na própria unidade.
Com relação ao tempo de atendimento na UPA Bom Jesus, no início do mandato, a espera média para consulta com um clínico geral era de aproximadamente três horas. Hoje, de acordo com a administração municipal, essa espera caiu para 50 minutos. Para atendimentos de pediatria, a média está em 20 minutos.
AMBULÂNCIA
Apenas duas ambulâncias estavam em condições de uso no início da gestão atual. Agora, 14 estão em funcionamento e serão alugadas mais cinco. São aproximadamente 200 a 300 pacientes transportados diariamente pelas ambulâncias.
A Prefeitura também divulgou que um empresário doará uma ambulância para levar pacientes com câncer até Barretos, cidade onde recebem parte do tratamento. Outra medida para esses pacientes, que está sendo analisada pelo Executivo, é a locação de uma casa na cidade de Barretos, com profissional para cozinhar aos pacientes e acompanhantes.
PROJETOS
A Divisão de Imprensa da Prefeitura informou também que a administração municipal recuperou recursos federais e estaduais que seriam perdidos devido ao vencimento de prazos. Para isso, foram preparadas novas plantas para prédios de unidades básicas de saúde (UBS), além de licitações, para 14 projetos de construção e ampliação das existentes.
Com recursos obtidos anteriormente, mais duas academias de saúde e um Centro de Atendimento Psicossocial II (Caps) que atenderá toda a região também serão implantados.
Além disso, serão construídos prédios para o Programa Saúde da Família, na Hípica Jaguari e no Jardim São Lourenço, que hoje estão instalados em prédios alugados ou realocados em outras unidades.
Na edição de quinta-feira, 8, da Imprensa Oficial da Prefeitura, foram publicados avisos de abertura de licitação para a construção de três unidades básicas de saúde, obras de ampliação de duas UBS e construção de duas academias de saúde.
ANÁLISE DOS VEREADORES
Alguns vereadores que participaram da reunião fizeram sua análise do encontro.
O vereador Marcus Valle, por meio de rede social, divulgou mais alguns pontos que foram abordados na reunião. O sistema de marcar consultas por telefone, conforme ele explicou, funcionará plenamente apenas em 2015. O setor de compras, apontado como o culpado pela demora na marcação de exames, já que a Prefeitura tem de comprar esses procedimentos, estava com problemas e a gestão atual está agilizando essa questão para que seja solucionada. Haverá ainda um aumento no número de profissionais na área da saúde, de acordo com publicação do vereador.
A equipe do Jornal Em Dia também conversou com os vereadores Jorge do Proerd e Valdo Rodrigues. Para Valdo, a reunião foi esclarecedora, pois a gestão atual apresentou diversas ações para acertar os problemas da Secretaria de Saúde, herdados da gestão anterior.
“São questões urgentes, mas também compreendemos que muitas dessas ações do Executivo não irão acontecer da noite para o dia porque estão em andamento”, afirmou o vereador.
Sobre o atraso na compra de medicamentos e atraso em exames, Valdo disse que a resposta dada foi de que o processo de licitação foi dividido por modalidades que, em breve, começará a fluir com mais rapidez.
Na reunião, a secretária de Saúde também voltou a falar sobre a UPA da Vila Davi, que deve começar a funcionar em breve, conforme contou o vereador Valdo.
Estela Gianesella enfatizou que, na gestão anterior,o recurso destinado à construção e aos equipamentos da unidade foi gasto somente na construção. Mesmo assim, há adequações a serem feitas. A Prefeitura realiza uma licitação, na modalidade convite, para contratar empresa especializada em obras de readequação e serviços complementares para atender à UPA da Vila Davi. A licitação está na fase de habilitação das empresas.
Além disso, para solucionar o problema dos equipamentos, a gestão está prestes a receber do governo federal, por meio do ministro da Saúde Alexandre Padilha, recursos para conseguir equipar adequadamente a unidade.
Apesar das explicações do Executivo, o vereador Jorge continua cobrando agilidade dos exames. “Pediram paciência porque estão agilizando a questão de compras, mas a saúde não pode esperar. Temos uma pressão muito grande da população em cima dos vereadores”, disse o representante do Legislativo.
Outro comentário feito pelo vereador foi sobre a transferência da UPA para a Vila Davi e o consequente desligamento da UPA Bom Jesus. “Não haverá mais pronto-atendimento no período noturno na região do Bom Jesus e as pessoas que moram ali não terão transporte público de madrugada para se deslocar até uma unidade de atendimento, pois conferi que os ônibus funcionam na região até meia-noite e meia. Isso irá sobrecarregar o Samue a ambulância”, alegou Jorge.
O vereador também acredita que será necessário um preparo do espaço e das vias de acesso onde será inaugurada a nova UPA, melhorando a segurança e a sinalização no local. Na opinião dele, a Vila Davi não foi um local bem escolhido porque há escolas e creches na região e o barulho da sirene poderá atrapalhar essas unidades.
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