O que esperar deste ano?

Há cerca de uns 20 anos, existem famílias morando na área da antiga indústria Austin. Podemos concluir, então, que cinco prefeitos passaram pelo comando de Bragança Paulista nesse período e nenhum deles resolveu a situação desses cidadãos. Será que este ano é possível esperar algo de positivo sobre isso?

Ano de eleição é sempre promissor, não é mesmo? Infelizmente, obras há muito tempo reivindicadas e necessárias só costumam acontecer nesses anos. Em Bragança, um exemplo que já podemos apontar é o recapeamento de diversas ruas, como a João Franco e a Itapechinga e várias outras nas quais ainda não foi feito o serviço, mas já há programação.

Praticamente desde que Jango foi empossado prefeito, no final de 2005, existem cobranças da população, da imprensa em geral e, mais recentemente de vereadores, para que recapeamento, e não tapa-buraco, fosse feito em vias urbanas deterioradas pelo tempo e o tráfego intenso de veículos. Em 2012, a luz se acendeu, como num passe de mágica, e a tão aguardada obra está sendo feita.

Outra obra que teve início neste ano, caros leitores, talvez até mais cobrada do que o recapeamento, foi a construção de casas populares, as primeiras do Governo Jango, que chega ao fim no segundo semestre. As do Bragança F2 começam a ser erguidas enquanto as ruas do local recebem infraestrutura. Parte das 290 moradias que, reza a lenda, serão construídas nessa região deve ser destinada às famílias que moram na Austin e em outras áreas de risco da cidade.

Assim, pode ser que 2012 realmente seja promissor para essas famílias.

Mas o que indigna é que a população tenha de esperar por anos eleitorais, pela boa vontade dos políticos, seja dos prefeitos ou vereadores, dos governadores, deputados, senadores ou presidentes, para ter suas necessidades básicas atendidas.

Na Austin, estamos falando de famílias que vivem em meio a lixo, esgoto e sem água encanada. No Green Park, ocorre o mesmo. E como resolver esses problemas crônicos?

Solução há. Provavelmente, ela não agrade a todos, mas o administrador público não tem de agradar, tem de ser eficiente, ágil na resolução de problemas e responsável com o dinheiro público. E isso não se vê em Bragança há anos.

Por isso, é preciso que os eleitores analisem com bastante seriedade sua opção de voto neste ano, em que teremos Eleições Municipais, para que esse quadro de três anos de descaso somado a um ano de intensas realizações mude. O político eleito não nos faz nenhum favor ao realizar uma obra, manter a cidade limpa e livre de buracos. Isso é sua obrigação, mas nos quatro anos de mandato e não apenas no último. E, se os eleitos não estiverem cumprindo com seus deveres, cabe à população cobrar, de todas as maneiras possíveis, seja por meio de reuniões em associações de bairro, dos vereadores, da imprensa, enfim, não se pode aceitar posturas de descaso com a população como algo normal.

O poder de mudança está nas mãos dos 112.266 mil eleitores de Bragança Paulista. É como se diz: “Voto não tem preço, tem consequências!”.

Você pode compartilhar essa notícia!

0 Comentários

Deixe um comentário


CAPTCHA Image
Reload Image