Notificação para desocupação de moradias no Popó repercute na Câmara

Moradora do local foi ao Legislativo pedir apoio para entender situação

 

A Tribuna Livre da sessão de terça-feira, 18, da Câmara Municipal contou com mais uma participante. Vânia Santos André, moradora do Popó, esteve no Legislativo para falar sobre a notificação recebida por algumas famílias do bairro com o prazo de 15 dias para a desocupação dos imóveis.

Inscrita pelo vereador Jorge Luís Martin, Vânia contou que os moradores receberam a notificação da Prefeitura no dia 10 de novembro, mas que a ação civil pública, por meio da qual foi firmado o TAC (Termo de Ajuste de Conduta) que prevê a desocupação, tramita desde 2010. Ela criticou, assim, que a Prefeitura deveria ter notificado os moradores com mais antecedência, pois todos foram pegos de surpresa com a informação.

A manifestante disse que os moradores não estão resistentes à situação, mas querem entender melhor o que está acontecendo. Sua família reside no local desde 1989, contou.

De acordo com Vânia, os moradores do Popó seriam realocados em moradias populares, no caso, os apartamentos que estão em construção nas proximidades do Henedina Cortez. O problema, segundo ela, é que há idosos e pessoas com necessidades especiais, as quais teriam dificuldades para morar em apartamentos. “Sem contar que muitos não acham justo terem trabalhado uma vida inteira para construir suas casas e agora terem de sair e começar a pagar pelas moradias populares”, disse.

Além disso, a participante contou que em 2010 quatro famílias foram retiradas do Popó, devido às enchentes. Porém, os imóveis em que elas moravam foram novamente ocupados.

Argumentando que o acesso à informação dos moradores do Popó é bastante limitado, Vânia pediu apoio dos vereadores para tentar esclarecer as muitas dúvidas que pairam no ar sobre a questão. “A gente veio pedir respostas. Não queremos atrito. Queremos somar com vocês”, solicitou a manifestante.

Jorge Luís Martin disse que muitos moradores do Popó pagam IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e que a situação é mais grave do que se pensa.

O suplente Marco Antônio Marcolino avaliou que a Prefeitura tem um problema muito sério, pois é de seu conhecimento que muitas pessoas que residem no Popó têm o termo de posse da área, já que receberam os terrenos em doação da municipalidade. Ele opinou que eles têm o direito à propriedade e devem receber indenização pela desocupação dos imóveis.

Por fim, ficou definido que os vereadores se reuniriam na tarde dessa quarta-feira, 19, com os moradores, na Câmara, e que na próxima segunda-feira, 24, devem se encontrar com o prefeito Fernão Dias da Silva Leme a fim de que as dúvidas sejam esclarecidas.

 

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