Mudar ou não mudar? Eis a questão!

As mudanças costumam ser polêmicas. Quanto mais pessoas envolvem, geralmente, mais polêmicas. Mas, nem sempre são maléficas. É preciso ponderar e considerar a opinião do maior número de pessoas envolvidas ou, ainda, deixar que os governantes eleitos coloquem em prática o que almejam e, depois de certo tempo, mensurar as consequências da alteração e, então, cobrar nova mudança ou admitir que a ação foi correta.

O assunto em debate atualmente é o horário das sessões ordinárias da Câmara. Em reportagem nesta edição, o leitor fica por dentro da reunião ocorrida entre manifestantes e vereadores, durante a qual foi apresentado um parecer muito bem fundamentado, elaborado pelo Jurídico da Câmara, em que considera este e os outros pedidos dos manifestantes bragantinos como inconstitucionais ou ilegais.

O fato de os pedidos dos manifestantes esbarrarem na inconstitucionalidade e na ilegalidade mostra que é preciso que eles reflitam e debatam mais entre si, afinal, se cobram a moralidade, como podem reivindicar com tanto ardor medidas inconstitucionais ou ilegais?

Também é importante, como bem apontou o Jurídico do Legislativo bragantino, que a população, se realmente quiser a mudança de horário das sessões, se manifeste, aderindo à causa, por meio, por exemplo, de um abaixo-assinado para a elaboração de um projeto de lei de iniciativa popular. Cerca de oito mil assinaturas seriam necessárias.

Agora, os manifestantes que têm frequentado as sessões da Câmara e tumultuado as reuniões, com todo o respeito, não representam a vontade popular como batem no peito. Os representantes do povo, queiram eles ou não, aceitem ou não, são os vereadores e o prefeito e a vice-prefeita eleitos, democraticamente, pelas urnas.

Assim, diante disso, ou a causa ganha adeptos, com a futura audiência pública que deve ocorrer dentro de 40 dias e mostra que essa é realmente a vontade do povo, ou acabará frustrada, pois se mostrará uma reivindicação não da população, ou da maioria dela, mas de uma minoria ínfima, que tem direitos como todos os cidadãos, mas deve se atentar que isso não lhe dá o direito de cobrar solicitações suas como se fossem de toda a massa.

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