As famílias que moram no Popó ainda não tiveram uma definição de sua situação por parte da Prefeitura. O secretário municipal de Habitação, Márcio Juviniano Barros, porém, afirmou que acredita que a situação se resolva dentro dos próximos meses.
Em novembro do ano passado, os moradores do bairro foram notificados pela Prefeitura, que informou sobre a necessidade de desocupação do local. Desde então, o assunto vem sendo tratado pelas Secretarias Municipais de Habitação, Meio Ambiente, Obras e Ação e Desenvolvimento Social, além da Defesa Civil.
De acordo com o secretário Márcio, o levantamento das famílias que moram no local ainda não foi concluído, mas os documentos de algumas delas já foram encaminhados à Caixa Econômica Federal.
Essa medida tem o intuito de analisar se os moradores atendem os requisitos para serem contemplados com moradias populares.
Como a entrega de parte dos apartamentos que estão sendo construídos na região do Jardim Águas Claras está prevista para março, o secretário acredita que em breve possa ser feita a remoção de algumas famílias do Popó.
O governo federal determina três situações para pontuar os candidatos ao Programa Minha Casa Minha Vida: área de risco; deficiente físico; e mulher arrimo de família. O município estabelece ainda outros critérios de prioridade: desabrigados; situação de vulnerabilidade; e famílias contempladas e ainda não assistidas.
Nesse último critério, estão incluídas famílias que já foram sorteadas, até como suplentes, e que não receberam suas moradias.
Vale registrar que um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) firmado entre a Prefeitura, a Sabesp e o Ministério Público determina que a área seja desocupada.
Os graus de risco no Popó são 1, 2, 3 e 4. Eles são determinados pela proximidade do rio e pelas condições estruturais das casas. Assim, quanto mais próximo do rio, mais alto o risco. Porém, se a estrutura da casa estiver danificada, mesmo que ela esteja na faixa do risco 1 pode ser enquadrada no risco 4.
BRAGANÇA F2
A respeito do Bragança F2, Márcio afirmou ao Jornal Em Dia que uma reunião, agendada com a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) para a próxima semana, deve definir o cronograma final de obras do empreendimento.
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