Metalúrgica paga salários, mas demitidos terão de ir à Justiça para receber outros direitos

Na edição de quinta-feira, 12, os leitores acompanharam a matéria sobre a situação de dezenas de funcionários da Indústria Barile que foram demitidos, na semana anterior, e que haviam sido pegos de surpresa ao descobrir que terão de entrar na Justiça para receber seus direitos. Os ex-funcionários não haviam recebido sequer os salários do mês anterior trabalhado.

Na ocasião, com apoio do Sindicato dos Metalúrgicos de Bragança Paulista e Região, os demitidos fizeram uma manifestação em frente à metalúrgica, localizada no Distrito Industrial V.

De acordo com o presidente da entidade, Válter Jesus Brajão, o protesto resultou no pagamento dos salários aos trabalhadores demitidos. Ele contou que todos os que foram mandados embora receberam os salários do mês anterior e que agora terão de entrar com ação na Justiça do Trabalho para receber outros direitos.

Brajão estimou que em três meses seja agendada a audiência de conciliação, na qual a empresa terá a oportunidade de oferecer aos ex-funcionários uma proposta de acordo, que poderá ser aceita ou não pelos interessados.

O presidente do sindicato disse que de uns dois anos para cá a Barile deixou de depositar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) de seus funcionários, o que motivou um pedido de fiscalização por parte do Ministério do Trabalho. Brajão disse que a intenção não é “quebrar” a metalúrgica, mas que certas coisas têm de ser ajustadas.

Pessoas que ainda estão trabalhando nessa indústria também reclamaram, na quarta-feira, 11, do atraso em seus salários. Brajão disse que o proprietário da Barile pagou os salários desses trabalhadores também, mas que ainda há funcionários sem receber, como os que ocupam cargos de diretoria, por exemplo. Esses têm a expectativa de receber na segunda-feira, 16.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos disse que vai acompanhar a situação de perto, já que o pagamento do vale se aproxima e novamente devem ocorrer atrasos. Brajão declarou que o sindicato está à disposição da categoria para promover manifestações e pressionar a empresa a cumprir seus compromissos, desde que haja participação dos trabalhadores. Na manhã de sexta-feira, 13, por exemplo, estava marcada uma nova manifestação na frente da Barile, mas nenhum funcionário compareceu, segundo Brajão.

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