Mais uma pizza...

 

Mais uma semana se foi e novas polêmicas envolvendo a administração municipal vieram à tona. Denúncias feitas por órgãos de imprensa da cidade repercutiram e podem originar novas representações ao Ministério Público.

Depois do caso do concurso público, lançado na Internet e retirado do ar algumas horas depois, e do “empréstimo” da Guarda Municipal para a Festa do Peão do município de Pinhalzinho, assuntos abordados pelo Jornal Em Dia no último domingo, outra questão polêmica é o suposto aluguel de um prédio, pelo valor de R$ 21 mil por mês, para a instalação da Secretaria Municipal de Saúde. O aluguel estaria sendo pago pela Prefeitura desde dezembro do ano passado, ou seja, há cinco meses, mas a propriedade está sem uso, já que a secretaria em questão continua abrigada no prédio anexo ao da Câmara.

O assunto foi tratado pela emissora de rádio FM 102,1 e os três casos repercutiram em sessão da Câmara Municipal.

Os vereadores criticaram a conduta do atual governo diante das situações e avisaram da possibilidade de representar ao Ministério Público os casos do “empréstimo” da GM e do aluguel do imóvel sem uso, após verificarem melhor os casos.

O que nos estranha, como cidadãos, é que, diante de tantos casos polêmicos, após testemunharmos tanto alarde por parte dos vereadores quanto a algumas situações, a Administração Jango esteja chegando ao seu final praticamente ilesa. Foram tantas situações apontadas como imorais e com suspeita de serem ilegais. Só para mencionar algumas: os contratos emergenciais do transporte escolar, que a própria CEI (Comissão Especial de Inquérito) da Câmara concluiu como tendo fortes indícios de combinação de preços e superfaturamento; a aceitação de diplomas de cursos à distância, sem qualquer critério, que permitiu a centenas de funcionários da Educação evoluírem em pontuação e salário; a contratação sem licitação de institutos e fundações para elaboração de projetos que sequer foram aprovados pela Câmara, evidenciando desperdício de dinheiro público; a contratação desordenada de funcionários em cargos de confiança, mesmo depois de a administração promover uma demissão em massa desses servidores, alegando ter de cumprir um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) com o Ministério Público do Trabalho; o recente descarte de livros didáticos novos, ainda embalados; os aditamentos de prazo e valor questionáveis em quase todas as obras e contratos, da menor à maior quantia.

Enfim, a não ser o caso do transporte escolar, nenhuma dessas situações está sendo investigada judicialmente. Será que elas não são tão graves assim aos olhos da Justiça? Será que não há provas suficientes?

A sensação de que no final tudo acaba em pizza é o que mais indigna. Já que apesar de estarem escancaradas, situações polêmicas, como as presenciadas no Governo Jango, acabam não dando em nada (pelo menos até agora é isso que ocorreu), o que nos resta é torcer para que o próximo prefeito tenha mais consciência com o dinheiro público e uma equipe mais bem preparada para lidar com o cotidiano do poder.

Aliás, leitor, não vá pensando em torcer para isso como se torce para o time de futebol preferido, em que você não pode fazer nada além de torcer. Nesse caso, a torcida, na verdade, consiste na ação consciente de votar. É você quem pode mudar esse quadro. Está em suas mãos o poder de decidir quem será o comandante da cidade pelos próximos quatro anos. E estamos a menos de dois meses para conhecer os reais candidatos.

 

 

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