Mais uma vez, a situação da Saúde em Bragança Paulista foi tema de discussão entre os vereadores. Após votarem os projetos em pauta, eles voltaram a evidenciar problemas e cobrar solução por parte do prefeito Fernão Dias da Silva Leme. Natanael Ananias foi o primeiro a subir na Tribuna e comentou sobre uma reclamação que recebeu relacionada a uma espera na fila, de aproximadamente duas horas e meia (das 11h até as 13h24), que pacientes enfrentaram para pegar medicamentos na farmácia da Saúde Mental. O vereador aproveitou para pedir revezamento entre os funcionários do local em horário de almoço e assim evitar a demora. José Gabriel Cintra Gonçalves, que também é o presidente da Comissão de Educação e Saúde da Câmara, abordou a demora na realização de exames na cidade. Segundo os dados apresentados por ele, existem 5.334 exames de ultrassom parados desde 2013 e 800 de raios-X. A informação causou a indignação de outros vereadores. Gislene Cristiane Bueno sugeriu a criação de uma comissão especial para apurar a situação e que o caso fosse encaminhado ao Ministério Público. “Não podemos nos omitir”, afirmou a vereadora. O vereador Paulo Mário Arruda de Vasconcellos apresentou outra reclamação de cidadão sobre a demora nos serviços da Saúde. De acordo com ele, um senhor que já sofre de pneumonia, diabete e disfunção mental solicitou uma ambulância, no dia 1º de agosto, às 10h30, mas ela só chegou às 19h25. Paulo Mário também relatou que o motorista da unidade havia dito que a situação é assim todos os dias. Miguel Lopes retomou o tema em sua fala e pediu a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI). “Vamos nos calar diante disso? Temos que investigar”, disse. Mário B. Silva também demonstrou apoio à manifestação de seus colegas e abordou outro caso problemático da Saúde bragantina. Ele afirmou que conhece uma moradora do Planejada II, a qual espera há um ano e meio para realizar um exame transvaginal. “Quantos outros exames estão na fila de espera?”, questionou. O vereador também solicitou dados gerais sobre o total do número de exames pendentes de realização em Bragança Paulista. Outro assunto apresentado durante a sessão foi a segurança. Gislene se demonstrou perplexa ao ter ouvido do presidente do Conselho Municipal de Segurança (Conseg), Tiago Cerqueira Vidiri, em reunião, que dados apresentados pela Câmara e imprensa de Bragança sobre a segurança estariam equivocados. Ela também alertou sobre a questão do consumo de drogas. Ainda sobre o tema, Jorge Luís Martin chamou a atenção para os casos de roubos na área rural e afirmou que esses locais podem ser de difícil acesso para a Guarda Municipal e a Polícia Militar. Fabiana Alessandri aproveitou seu espaço para contar sobre uma visita realizada à Fundação Casa de Bragança Paulista. Segundo ela, os menores têm dificuldade no egresso à vida em sociedade e em 80% dos casos a detenção é causada por problemas com o tráfico de drogas. O vereador Juzemildo Albino da Silva pediu melhora na sinalização nas ruas por conta de constantes acidentes que acontecem na região da Câmara Municipal. Ele também apresentou valores de repasses do governo federal à cidade. De acordo com o vereador, o total ultrapassa os R$ 200 milhões, sendo R$ 120 milhões somente para o Programa Minha Casa Minha Vida. Sobre esses dados, Natanael Ananias e Miguel Lopes pediram informações acerca de onde os investimentos estão sendo aplicados. Para Juzemildo, falta publicidade das ações da Prefeitura em relação à destinação desses investimentos. O último orador foi Valdo Rodrigues, que parabenizou a Secretaria de Cultura pelo Festival de Inverno e apresentou valores sobre investimentos na área de Habitação da cidade. Segundo ele, os números ultrapassam os R$ 145 milhões. Noy Camilo voltou a falar sobre o Campeonato Mundial de Bandas de Marcha e Show, evento realizado de quarta-feira, 30, até o domingo, 3, no município. Segundo o vereador, 10.250 pessoas estiverem presentes na final do campeonato. A 27ª Sessão Ordinária de 2014 foi encerrada por volta das 20h05.
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