Não sei se obra de algum anjo,
que sopra-lhe ao ouvido os segredos do Altíssimo,
mas que ela os conhece todos, ela conhece...
E como...
Detentora de todos os bálsamos,
desde aquele pra tratar joelhos ralados,
até os mais elaborados e raros,
que amenizam as cicatrizes no coração.
Ela nos conhece como a ninguém,
e não há nada que à sua sensibilidade escape.
Vidente de nossos destinos, nos ajuda
nessa dificuldade toda que foi andar de bicicleta e em pé sobre a própria vida.
E se não há caminhos, ela nos ajuda a construí-los,
com sua força e generosidade,
muitas vezes abnegada.
Mãe... que estranho e encantador mistério
essa palavra...
Quem é ela, afinal?
Um pouco do que hoje sou, o que serei amanhã.
Toda a grandeza do amor contida em seu ventre...
Saudade de caber nele,
dos joelhos ralados e da pouca preocupação com a vida e seus entraves.
Saudade do tempo em que tudo, tudo se resolvia instantaneamente,
e o mundo e o mal se tornavam menos graves e ameaçadores,
quando eu, a plenos pulmões gritava:
— Mãeeeeeeeeeeeeeeee!!!
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