Mãe!

Não sei se obra de algum anjo,

que sopra-lhe ao ouvido os segredos do Altíssimo,

mas que ela os conhece todos, ela conhece...

E como...

Detentora de todos os bálsamos,

desde aquele pra tratar joelhos ralados,

até os mais elaborados e raros,

que amenizam as cicatrizes no coração.

Ela nos conhece como a ninguém,

e não há nada que à sua sensibilidade escape.

Vidente de nossos destinos, nos ajuda

nessa dificuldade toda que foi andar de bicicleta e em pé sobre a própria vida.

E se não há caminhos, ela nos ajuda a construí-los,

com sua força e generosidade,

muitas vezes abnegada.

Mãe... que estranho e encantador mistério

essa palavra...

Quem é ela, afinal?

Um pouco do que hoje sou, o que serei amanhã.

Toda a grandeza do amor contida em seu ventre...

Saudade de caber nele,

dos joelhos ralados e da pouca preocupação com a vida e seus entraves.

Saudade do tempo em que tudo, tudo se resolvia instantaneamente,

e o mundo e o mal se tornavam menos graves e ameaçadores,

quando eu, a plenos pulmões gritava:

— Mãeeeeeeeeeeeeeeee!!!

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