Honraria reconhece a dedicação às causas sociais e religiosas da homenageada
A Câmara Municipal realizou, na noite de segunda-feira, 24, a 15ª Sessão Solene do ano, na qual realizou a entrega do Cartão de Prata a Josepha de Oliveira Godoy. A iniciativa da homenagem foi do vereador Natanael Ananias, como reconhecimento ao empenho de Josepha no auxílio às causas sociais e também pelos trabalhos religiosos realizados.
Com 98 anos e boa saúde, Josepha se emocionou ao ver tantos amigos e familiares reunidos para a solenidade. Autoridades e vereadores fizeram questão de destacar o exemplo de vida da homenageada, que mesmo com idade avançada não deixa de trabalhar pelo próximo.
“Dona Josepha tem um legado muito grande, é um exemplo de vida a ser seguido. O que me levou a fazer essa homenagem é reconhecer o muito que ela tem feito pela sociedade bragantina. Muitas vezes esperamos para homenagear alguém depois que ele parte para a eternidade. Como vereador desta cidade, sinto-me muito honrado em homenagear alguém com 98 anos de idade e uma história como essa”, declarou o vereador Natanael Ananias.
A solenidade foi presidida pela vereadora Fabiana Alessandri, que encerrou a cerimônia com estas palavras: “Pessoas como a senhora, dona Josepha, fazem da vontade de ajudar um ideal. Tem a consciência que podemos tornar esse mundo um lugar melhor para se viver. Esse cartão expressa a nossa gratidão e o nosso reconhecimento”.
SAIBA MAIS SOBRE A HOMENAGEADA
Josepha de Oliveira Godoy nasceu em 30 de setembro de 1916, em Bragança Paulista, no então distrito de Tuiuti. Filha de Luiz Pires de Oliveira e Francisca Moraes das Dores, casou-se aos 19 anos, com Benedicto Alves de Godoy, com quem teve sete filhos.
O casal viveu no Passa Três durante 30 anos, até 1965, quando se mudaram para o Guaripocaba devido às obras da Rodovia Fernão Dias. Naquele local, Josepha fez muitos amigos e destacou-se pelo seu trabalho social, ajudando todas as pessoas e conhecidos que necessitavam. Seu marido, que era músico, sempre foi muito dedicado em compartilhar com os outros um pouco do seu dom.
Moraram em diversos bairros da cidade, entre os quais a Vila Aparecida, Marina e Toró. Por onde passavam, encantavam a todos com sua simplicidade e disposição em ajudar o próximo. Ficou viúva em 1987, mas não esmoreceu e continuou trabalhando até 2004, quando encerrou suas atividades profissionais.
De uma fé imensa e grande prazer em viver, não se cansa de ajudar o próximo. Atualmente com 98 anos, ela goza de excelente saúde, gosta de ir a passeios, visitar o lugar em que nasceu, onde tem parentes e mantém muitos amigos.
Congrega há 53 anos na Igreja Evangélica Assembleia de Deus, com sede na Vila Aparecida, Ministério em Bragança Paulista, e sempre teve papel destacado nas obras assistenciais e religiosas da instituição.
Hoje ela tem cinco filhos, 40 netos, 72 bisnetos e dois tataranetos. Ama Bragança Paulista e tem certeza de que não há lugar melhor para morar. Perguntada como consegue viver por tanto tempo com alegria e saúde perfeita, ela respondeu: “Nunca fiz questão das lutas”.
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