A equipe de Itu venceu o campeonato estadual pela primeira vez em 2002
Na tarde do último domingo, 13, o Paulistão 2014 chegou ao fim com o Ituano sagrando-se bicampeão Paulista. O time de Itu venceu o Santos nos pênaltis por 7 a 6, após ter sido derrotado no tempo normal por 1 a 0.
Vale ressaltar que, no primeiro jogo, o Ituano venceu o Peixe também pelo placar mínimo. A final foi disputada no Estádio do Pacaembu, que estava completamente lotado.
O JOGO
A partida foi dura, tensa e nervosa, digna de uma final de Campeonato Paulista.
O time da Vila Belmiro venceu no tempo normal com gol de Cícero, que se redimiu do pênalti perdido no primeiro confronto da final. Mas o resultado magro de 1 a 0 levou a decisão para os pênaltis, em que o Ituano foi superior e venceu.
O Galo conquistou seu segundo título estadual, uma vez que a equipe sagrou-se campeã em 2002, numa edição do certame que não contou com os grandes times de São Paulo.
Empurrado por quase 40 mil torcedores num Pacaembu lotado, o Santos deu pinta de que pressionaria o Ituano ainda no começo do jogo, pois, aos dois minutos, teve um escanteio a seu favor, que Geuvânio cobrou fechado. A bola passou à frente do gol, sem que ninguém a tocasse.
No entanto, o Galo era matreiro e sabia controlar a partida na base da catimba, o que deixou o clima quente no gramado.
Sem que o jogo fluísse tanto, as chances de gols foram raras. Leandro Damião chutou para defesa tranquila de Vágner, aos 16 minutos.
Aos 24 minutos, novamente o atacante santista fez jogada pela ponta esquerda e jogou a bola para a área. No bate-rebate, a defesa ituana levou a melhor.
Três minutos mais tarde, porém, veio a resposta dos interioranos com Ânderson Salles, que cobrou falta direto para o gol e viu Aranha dar rebote, assustando a torcida santista.
Entretanto, as grandes defesas do primeiro tempo foram mesmo do goleiro Vágner. Aos 32 minutos, Cícero cobrou falta da entrada da área e observou o Camisa 1 do Ituano fazer boa defesa.
No minuto seguinte, Cicinho foi ao fundo pela direita e cruzou para Thiago Ribeiro cabecear forte. Vágner defendeu mais uma vez, afastando o perigo com o peito.
Os lances empolgaram e trouxeram a torcida de volta à partida. O Santos tentou corresponder ao ânimo indo para cima do adversário, ficando muito perto do gol aos 39 minutos.
Geuvânio cruzou para Leandro Damião, que escorou no meio para Cícero. Este, porém, chegou atrasado à bola. O zagueiro Alemão ainda tocou nela, que saiu rente à trave ituana.
O Galo não conseguia armar bons contra-ataques, e o gol santista amadurecia, acabando por acontecer aos 46 minutos do primeiro tempo. Cícero teve a oportunidade de se redimir do pênalti perdido no domingo passado. Ele foi derrubado dentro da área e foi para cobrança. Com personalidade, o atacante bateu para vencer Vágner e abrir o placar na decisão.
SEGUNDO TEMPO: SANTOS NÃO CONSEGUE O SEGUNDO GOL
Em desvantagem no placar, que levava a disputa do título para os pênaltis, o Ituano voltou mais disposto a jogar no segundo tempo e esteve perto de criar situações perigosas para o goleiro Aranha.
Na mais perigosa, aos oito minutos, o time do interior avançou com quatro atletas contra a dupla de zaga Neto e David Braz que, na sequência, reforçada por Álison, conseguiu rechaçar sem que o goleiro santista trabalhasse.
Tal como no primeiro tempo, o Santos demorou a engrenar e viu o Galo ter maior posse de bola e procurar mais o ataque, assustando a defesa santista, entretanto, sem dar tanta preocupação ao goleiro.
A situação perdurou até os 23 minutos, quando Rildo deixou Geuvânio na frente do goleiro Vágner, que assistiu, aliviado, a bola sair mansa, rente à trave direita.
Com o Santos acordado, o jogo ficou franco, com os dois times se atacando em busca do título no tempo normal. Ainda assim, as defesas trabalhavam bem. A do Ituano viu, aos 29 minutos, Cícero cabecear bola perigosa para fora, enquanto a santista observou, aos 38, Aranha fazer ótima defesa em cobrança de falta de Ânderson Salles.
Os minutos finais da partida foram tensos, devido à possível decisão por pênaltis. Entretanto, ambas as equipes tinham propostas ofensivas, sem esperar pelo empate.
Empurrado pela torcida, o Santos tomava a iniciativa, mas o Ituano não abdicou de atacar. As duas defesas, porém, prevaleceram e a decisão do título foi para os pênaltis.
Na decisão por penalidades máximas, Aranha defendeu a de Ânderson Salles logo na segunda cobrança, e Rildo bateu na trave na quarta vez santista, deixando o placar em 3 a 3 na última cobrança da série de cinco, que terminou empatada em 4 a 4. Nas alternadas, porém, Vágner defendeu o pênalti de Neto e deu o título ao Ituano.
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