Independência interdependente

Neste domingo, 7, comemoramos o Dia da Independência do Brasil. O tão solene 7 de setembro já não motiva mais os cidadãos a demonstrar com tanto vigor seu patriotismo. Em vez disso, com exceção deste ano em que caiu num domingo, é motivo para planos de viagens e entusiasmo pelas folgas prolongadas que propicia.

Em 2014, vivemos, em razão da Copa do Mundo, uma explosão de patriotismo. Eram bandeiras esticadas nas janelas e carros, estádios lotados de pessoas que, empunhando a mão no peito, cantavam com emoção o Hino Nacional, ruas e calçadas com gravuras sobre a bandeira do Brasil e outros símbolos verde-amarelos.

É uma pena e um prejuízo para a nação brasileira que esse patriotismo não se converta em ações de cidadania durante todos os dias. Um desperdício que o mesmo entusiasmo que nos leva a torcer pela seleção canarinho não nos cause tanto fervor quanto à escolha de nossos candidatos.

A política, que a tantos provoca distanciamento, é o motivo que nos leva a ter um feriado no dia de hoje. Ao declarar a independência do Brasil, em 1822, Dom Pedro nada mais fez do que um ato político. A emancipação política do território brasileiro de Portugal ocorreu há quase 200 anos e, passado todo esse tempo, hoje vemos que não somos, e talvez nenhuma nação seja, totalmente independente dos outros países.

Na verdade, existe uma interdependência entre os municípios, estados e as nações. Uma restrição ao comércio de determinado produto entre países pode impactar significativamente seu cotidiano.

Além disso, cada vez mais, se sobressai a importância da cooperação e da parceria para o intercâmbio de informações entre as nações para a solução de conflitos, combate a doenças e novas descobertas tecnológicas, entre outros temas.

Assim, podemos dizer que temos independência para decidirmos quem governa nosso país, nossos estados, nossos municípios, por meio do voto, que é pessoal e intransferível, mas os eleitos devem observar o cenário global para tomar decisões de impacto e o relacionamento entre eles e outros governantes determinará conquistas ou perdas políticas.

Cabe a todos nós, eleitores, analisar quem está mais capacitado para isso, quem terá uma dependência sadia de forças políticas a ponto de não deixar que interesses pessoais se sobreponham aos interesses da nação ou do estado que vão governar.

Que neste 7 de Setembro os leitores possam refletir sobre isso.

Uma boa semana a todos!

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