IMPROBIDADE

 

Segundo o dicionário Michaelis: 1. Falta de probidade. 2. Maldade, perversidade, desonestidade, mau caráter. Segundo o site pontojuridico.com: “o ato de improbidade administrativa é o mau trato com a coisa pública, a infidelidade aos princípios da administração, o agir mal-intencionado, desviando o objetivo da atividade pública”.

 PRESIDENTES E EX-PRESIDENTES

Dois ex-presidentes e o atual presidente de nossa Casa de Leis estão sendo acusados de improbidade administrativa. Os ex-vereadores Ronaldo Teixeira e Clóvis Amaral Garcia e o vereador João Carlos Carvalho estão enquadrados em ação civil pública para que ressarçam os cofres públicos em R$ 168 mil, que teriam sido gastos pela Câmara com publicidade indevida entre os anos de 2005 e 2010. Além da devolução da grana, os acusados ainda podem perder os direitos políticos por até oito anos.

 VOLTANDO ÀS CANDIDATURAS...

Como diria o “poeta-torto” Raulzito Seixas: “Mamãe, não quero ser prefeito, pode ser que eu seja eleito e alguém pode querer me assassinar”. Esses versos nunca foram tão verídicos, caro leitor. Já pensou em ser prefeito da Terra da Linguiça? Do jeito que as coisas andam: acusações, improbidades, cassações, fichas sujas... Pode não sobrar ninguém pra ser candidato. Quem se arrisca?

 FICHA SUJA 2.0

Se quem tem foi condenado por júri ou tribunal (vulgo tem a ficha suja) não pode disputar uma eleição a um cargo público, é justo que também não possa ser nomeado para ocupar um cargo público não-eletivo (vulgo cargo de confiança). Ao menos é o que pensa o vereador Marcus Valle, autor de um projeto de emenda à Lei Orgânica Municipal que visa a proibir a contratação de pessoas que se enquadrem na “ficha suja”. Nesta segunda, 26, às 9h da manhã (horário que impede quem trabalha de comparecer), vai acontecer uma audiência pública na Câmara para discussão do projeto. Em nível estadual, a Assembleia Legislativa já se adiantou e já promulgou uma emenda na constituição impedindo a contratação de inelegíveis.

 ILUMINAR POR BAIXO É MELHOR

Uma das coisas mais gostosas de fazer quando se vai para o campo é ficar observando o céu à noite. Dá pra ver milhares de estrelas, planetas, meteoros (que as pessoas pensam ser “estrelas cadentes”), satélites. Tudo a olho nu, principalmente porque na roça não temos poluição visual. Nas cidades, é muito difícil observar as estrelas por uma razão óbvia: somos ofuscados principalmente pela iluminação pública. É como dirigir numa estrada de mão dupla quando o cara que passa por você não abaixa o farol. Você não consegue ver nada. A solução? Iluminar as vias e locais públicos por baixo. Além de mais bonito, não teríamos nossa visão ofuscada, sem falar da facilidade da manutenção, já que pra trocar uma lâmpada, por exemplo, ninguém precisaria subir num poste. Só que, por aqui, parece que o pessoal responsável pela manutenção da iluminação do Lago não pensa assim. Temos vários pontos por lá com iluminação desse tipo que não estão funcionando. O Lago ficaria mais bonito à noite e, principalmente, menos perigoso. Estamos pagando por essa iluminação. Vamos cobrar?

 BADERNA CULTURAL I – NÃO TEM PREÇO

Água = três reais; cerveja em lata = quatro reais; x-burguer = oito reais; lanche de pernil = nove reais; x-frango = 11 reais. Ficar na casa dos amigos tocando violão e trocando ideias durante a Festa do Peão: não tem preço. Gosta de rodeio e de shows sertanejos? Prepare os bolsos, amigo.

 BADERNA EDUCACIONAL – SÓ FALTA FECHAR AS ESCOLAS

Todo bragantino sabe que durante a Festa do Peão a cidade para. O comércio fica às moscas, algumas lojas até fecham, ninguém vai aos restaurantes e bares e, pra completar, ainda tem a ressaca econômica. Leva um tempão pra todo mundo se recuperar do que gastou nos dias de festa. E a cada ano que passa, vejo que a juventude se dedica cada vez mais ao evento. Aquela reportagem da Globo, que passou uma péssima imagem dos jovens bragantinos, mostra que a ressaca infelizmente vai além da economia. A mais nova é a “ressaca educacional”. No período da festa, algumas salas de aula chegam a ficar esvaziadas. E se o professor pensa em marcar alguma atividade avaliativa, valendo nota, ai, meu Deus! O cara vira o Diabo! Já ouvi muitas vezes: “ah, professor, neste dia não, tem Festa do Peão!”. Ou ainda: “foi mal, professor, não estudei pra prova porque teve PDM (vulgo Posto de Monta)”. Tudo pra eles vira sigla. Ah, os jovens.

 BADERNA CULTURAL II – O ORÇAMENTO

Conforme a última reunião do Conselho Municipal de Cultura, o orçamento pra este ano está gordo. São mais de R$ 15 milhões que poderão ser investidos na Cultura Bragantina. É claro que, dessa grana toda, a maior parte já tem destino certo. As verbas do DADE (programa estadual de desenvolvimento de estâncias climáticas), que esperamos ser devidamente usadas em reformas e no desassoreamento do Lago; a folha de pagamento e o Carnaval fazem sobrar “apenas” R$ 2 milhões. É uma boa grana. Principalmente se pensarmos que a agenda da Secretaria de Cultura está pautada este ano em dezoito ações culturais. Dá uma média de mais de R$ 100 mil para cada ação! Pra se ter uma ideia, um evento cultural como o Grito Rock, que contou com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (SMCT), não deve ter consumido mais do que R$ 5 mil (juntando todos os gastos, incluindo a estrutura de palco, som, banheiros, pessoal etc.). Dá pra fazer bastante coisa com esses dois milhões de reais, especialmente se o conselho funcionar e trabalhar numa real parceria com a secretaria.

 PRA FINALIZAR

“Não se pode ter medo quando se inspira o medo”. (Epicuro)

 

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