Hospital Mantiqueira segue fechado

Desde o dia 2 de outubro, o Hospital Mantiqueira (antigo Unimed) está interditado. Nessa segunda-feira, 28, o médico José Jozefran Berto Freire afirmou ao Jornal Em Dia que a luta pela reabertura do hospital continua, mas sem êxito até o momento.

A interdição ocorreu depois que a Vigilância Sanitária (Visa) do município vistoriou o local e detectou problemas estruturais e funcionais. Os pacientes que estavam internados no local puderam permanecer e, segundo Jozefran, ainda há alguns sendo tratados no Mantiqueira. Ele não soube, porém, precisar a quantidade.

No início da interdição, em entrevista ao Jornal Em Dia, José Jozefran Berto Freire orientou que os usuários do plano de saúde Unimed, que tinham no Hospital Mantiqueira o único serviço de atendimento para urgências e emergências, em Bragança Paulista, procurassem a rede SUS (Sistema Único de Saúde). Nessa segunda-feira, ele disse que os usuários estão sendo encaminhados para a rede Unimed.

Questionado como se dá esse encaminhamento, ele afirmou que há uma série de cidades que atendem o plano e a principal delas é a capital. A reportagem o indagou se os usuários que chegam ao Hospital Mantiqueira são levados a outro local de atendimento com ambulâncias da Unimed e o médico disse que sim, porém, não é o que relatam consumidores da Unimed.

Bragantinos que têm o referido plano de saúde reclamam, também, que ao telefonar para o número da Unimed não conseguem ser atendidos. Isso porque a pessoa que atende a chamada desliga o telefone sem sequer ouvir a demanda de quem está do outro lado.

Os usuários descontentes com o plano Unimed podem registrar suas reclamações na ANS (Agência Nacional de Saúde), por meio do número: 0800 701 9656. Conforme o índice divulgado pela agência, de outubro de 2011 a setembro de 2013, as reclamações aumentaram muito, estão bem acima da média de reclamações de operadoras do mesmo porte.

De acordo com dados da ANS, a Unimed tem 21.353 usuários.

PLANOS DEVEM COBRIR 87 NOVOS PROCEDIMENTOS A PARTIR DE 2014

A partir de janeiro de 2014, os beneficiários de planos de saúde individuais e coletivos terão direito a mais 87 procedimentos, incluindo 37 medicamentos orais para o tratamento domiciliar de diferentes tipos de câncer e 50 novos exames, consultas e cirurgias.

A medida é resultado de consulta pública realizada pela ANS e beneficia 42,5 milhões de consumidores com planos de saúde de assistência médica e outros 18,7 milhões consumidores com planos exclusivamente odontológicos.

A principal novidade no rol de procedimentos da agência é a inclusão de tratamento para o câncer em casa, com medicamentos via oral. Serão ofertados medicamentos para o tratamento de tumores de grande prevalência entre a população, como estômago, fígado, intestino, rim, testículo, mama, útero e ovário. A terapia medicamentosa oral contra o câncer promove maior conforto ao paciente e reduz os casos de internação para tratamento em clínicas ou hospitais, defende a ANS.

“Os planos de saúde serão obrigados a oferecer a seus beneficiários o que há de mais moderno no tratamento médico, como o caso desses 37 novos medicamentos que serão incorporados ao tratamento do câncer. É uma mudança de paradigma e um avanço importante para complementar o cuidado do paciente da saúde suplementar”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O novo rol também contempla o cuidado integral à saúde e o tratamento multidisciplinar ao prever na cobertura obrigatória consulta com fisioterapeuta, além de ampliar o número de consultas e sessões de seis para 12 com profissionais de especialidades como fonoaudiologia, nutrição, psicologia e terapia ocupacional. Pacientes, por exemplo, que queiram se submeter à laqueadura, vasectomia, cirurgia bariátrica, implante coclear e ostomizados ou estomizados têm direito a 12 sessões de psicologia.

Além disso, foram incluídos 28 cirurgias por videolaparoscopia (procedimentos menos invasivos que reduzem os riscos para o paciente e o tempo de internação), além de tratamento de dores crônicas nas costas utilizando radiofrequência e tratamento de tumores neuroendócrinos por medicina nuclear. Também foi estabelecida a obrigatoriedade do fornecimento de bolsas coletoras intestinais ou urinárias para pacientes ostomizados. Além das bolsas, também devem ser ofertadas ao paciente os equipamentos de proteção e segurança utilizados conjuntamente com elas, como as barreiras protetoras de pele.

No rol odontológico, passam a constar a realização de enxertos periodontais, teste de identificação da acidez da saliva; e tunelização (cirurgia de gengiva destinada a facilitar a higienização dentária).

Para consultar a lista completa de procedimentos que têm cobertura obrigatória pelos planos de saúde, acesse: www.ans.gov.br

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