Na tarde dessa terça-feira, 1º, durante sessão ordinária da Câmara Municipal de Bragança Paulista, foi inaugurado o espaço dos jovens na Tribuna Livre. E, nas palavras do vereador Quique Brown, isso não poderia ter sido feito de forma mais legítima, com a presença de Vinícius Zenorini, filho de Paulo Miguel Zenorini, que foi homenageado com o nome da Tribuna.
Em fevereiro, os vereadores aprovaram projeto de lei que permite que menores de 18 anos façam uso da Tribuna Livre, desde que sejam maiores de 16 anos e com autorização do responsável. Porém, nenhum jovem havia usado do espaço, o que aconteceu agora.
Vinícius é aluno da Escola Viverde e foi à Câmara convidar os vereadores e a população em geral, inclusive alunos de outras escolas, públicas e particulares, para que visitem a exposição “Palácios, Casernas e Porões: 50 anos de 64” sobre o período da Ditadura Militar no Brasil.
Vinícius disse que o passado não pode ser mudado, mas conhecê-lo é importante para que o futuro sim possa ser mudado. Ele explicou também como a exposição foi organizada e disse que os trabalhos estão à disposição na Casa da Cidade, localizada na Rua Coronel Leme, 371, Centro.
Para fazer a exposição, os alunos da Viverde realizaram visitas a diversos lugares e assistiram a documentários, os quais Vinicius sugeriu que fossem passados às escolas públicas.
O participante ainda pediu aos vereadores que o nome de seu pai não estivesse apenas na Tribuna, mas nas ações dos representantes do Poder Legislativo bragantino.
Quique Brown, que inscreveu Vinícius, destacou que a exposição da Viverde foi organizada de forma interdisciplinar, por professores de várias disciplinas, considerando que seria positivo se a classe política aprendesse a trabalhar assim.
Jorge Luís Martin parabenizou Quique e Vinícius pela primeira participação de um jovem menor de 18 anos na Tribuna Livre e sugeriu que a exposição da Viverde seja disponibilizada na Câmara Municipal e no Museu Oswaldo Russomano.
Marcus Valle comentou que as pessoas cometem um erro muito grande ao acreditar que a ditadura resolveria os problemas atuais de corrupção. O vereador afirmou que, na verdade, a corrupção é muito maior quando não se pode denunciar, como é o caso da ditadura.
Quique finalizou enaltecendo a importância dos estudantes na ditadura, pois, sem eles, o vereador avalia que o regime poderia ter durado muito mais.
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