A “Morada Campos Verdes”, no Bom Retiro, se mobiliza em busca da legalização dos lotes. Seguindo orientação da Divisão de Regularização de Parcelamento do Solo (Resolo) da Prefeitura, a comunidade já se organizou e o primeiro passo foi dado com a instituição da associação de moradores do bairro. A iniciativa conta com o apoio da vereadora Fabiana Alessandri (PROS), que além de auxiliar na formação da entidade, no sábado, 8, participou de reunião promovida pela associação.
Durante o encontro, a diretoria da entidade informou que já contratou empresa que fará o trabalho de topografia e levantamento planialtimétrico cadastral do loteamento. A expectativa é de que, em concluído o trabalho, a entidade possa solicitar, do Ministério Público, a flexibilidade de Termo de Ajuste de Conduta (TAC), que impossibilita a implantação do serviço de energia elétrica no bairro, uma vez que a área não é regularizada.
A vereadora Fabiana Alessandri também relembrou a parceria mantida com a Prefeitura. Segundo ela, o processo de legalização conta com o apoio da administração municipal. “O prefeito Fernão Dias já se mostrou solidário à causa e disponibilizou os funcionários do Resolo para prestar orientações”. Ele ainda assegurou que, mediante concurso já realizado, a Prefeitura contratará novos profissionais para a divisão, com objetivo de agilizar o processo.
Dos 200 lotes que compõem o Morada Campos Verdes, 50 deles já estão habitados. Porém, em razão da falta de regulamentação das áreas e por força do TAC, as famílias vivem sem energia elétrica e sem água encanadas em suas casas. O mesmo motivo impede os demais proprietários de investirem no local.
“O processo está apenas iniciando, mas os primeiros resultados já começam a surgir, o que me deixa muito feliz”, declarou Fabiana Alesssandri. “Afinal, independente da forma de como se chegou a esta situação, o problema existe. Embora complexo, merece uma atenção especial da administração pública”, acrescentou, ao parabenizar a associação pelo trabalho e o prefeito Fernão Dias pelo apoio.
Fabiana Alessandri reforçou sua disponibilidade em ajudar e continuar acompanhando o processo, até que se chegue à regularização dos lotes. “É uma questão de dignidade humana”, finalizou.
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