Faz quase um mês que não chove em Bragança Paulista. A situação está ficando preocupante. O nível da Represa Jaguari está em 15,69% e já começa a faltar água em cidades da região, como Vargem e Pedra Bela.
A represa não abastece Bragança Paulista, mas reflete a situação difícil pela qual passam os mananciais da cidade e região. Em janeiro, a média histórica de chuvas é de 259,9mm no Sistema Cantareira. No mês de janeiro de 2014, choveu apenas 87,8mm.
Enquanto a chuva não vem, é primordial que comecemos a pensar e executar ações simples de economia de água. Uma delas é a lavagem de quintais com mangueiras, que não pode mais ser admitida. Há cidades em que a prática já está sendo punida com advertência e multa, como Campinas. Talvez já seja a hora de os vereadores e/ou o prefeito tomarem essa atitude em Bragança Paulista.
Outra vertente que deve ser explorada pelos governantes é o incentivo aos munícipes para a criação de mecanismos em suas residências ou em seus estabelecimentos comerciais, suas empresas a fim de armazenar água da chuva e aproveitá-la em atividades como a própria lavagem de quintais, descargas ou para regar plantas.
Aliás, esta é uma ideia que o poder público deveria encabeçar, tornando-se exemplo para a população.
Muito importante também que as escolas municipais, que voltam às aulas nesta segunda-feira, estaduais e particulares se empenhem em conscientizar os alunos sobre a importância de economizar água, por exemplo, na hora do banho, desligando o chuveiro para se ensaboar, e na lavagem de roupas e louças. Isto está longe de ser ladainha ou conversa de gente que está preocupada somente em economizar dinheiro, ainda que a economia de água gere, consequentemente, economia na conta. O problema é que a sentença está dada: sem água, não se vive.
Nós, brasileiros, estamos acostumados, até por nossa história que remonta os tempos da colonização, a explorar os recursos naturais até quase sua exaustão para então pensar em descobrir outro meio de se ganhar dinheiro. Foi assim com o pau-brasil, com a cana-de-açúcar, o café, os minerais, entre tantos outros. Porém, é preciso levar em conta que ainda não se descobriu alternativa para a água. Por isso, enquanto há tempo, façamos algo concreto para economizar e evitar o desperdício desse bem precioso e também prevenir que as gerações futuras não passem por racionamento e até escassez de água. Nós não podemos mudar o passado, mas podemos, sim, interferir e mudar o futuro, basta querermos.
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