Na sequência de nossas reflexões sobre os papéis funcionais dentro da dinâmica familiar, pontuamos neste artigo, a presença do pai na vida dos filhos.
É muito antiga a história de que o homem é quem deve prover financeiramente a casa e a mulher deve ficar em casa cuidando dos filhos. O pai às vezes não “encontra espaço” dentro da relação com os filhos.
A relação é forte com quem os filhos têm contato. Se eles ficam todo o tempo com os avós, ou mesmo tem um tempo de maior qualidade com estes avós eles terão uma relação mais forte com eles do que com os próprios pais (pai/mãe).
Temos alguns modelos de família que merecem destaque.
Hoje, o papel do pai sofre adequações segundo os modelos de família. Na família nuclear a responsabilidade com os filhos é partilhada entre os pais. Na família monoparental masculina o pai assume com plenitude os deveres do provimento, educação e cuidado dos filhos. Na família recasada o pai tem papéis que podem ser diferenciados pelo partilhamento ou não do domicílio. São pais em diferentes círculos de vida, com filhos menores, adolescentes e até mesmo adultos. São paternagens.
A paternidade, segundo o dicionário, é a qualidade do que é pai, mas qualidade no sentido de valor agregado. A paternagem tem surgido como qualidade, no sentido de elogio/adjetivo, ao pai moderno, que exerce o afeto no lugar do dever.
Tenho amigas que falam que me queriam para ser pai de seus filhos, justamente por ver que eu fujo um pouco do padrão que a gente conhece. Mas se é assim, como não militar uma causa ou lutar por ela?
Neste contexto de complexidade sócio-histórico de comportamentos e atitudes o papel do pai merece atenção especial no estudo das relações de parentalidade e familiares, necessitando de um (re)conhecimento contemporâneo.
Marcelo Tufani de Oliveira – membro consultor da Comissão do Jovem Advogado da OAB de Bragança Paulista, diretor da ONG País Por Justiça no estado de São Paulo
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