Dinheiro: melhor ontem ou hoje? – Parte I

Queridos amigos leitores, “saúdo-os e dou graças por tuas vidas”. A partir desta edição, todas as quintas-feiras estaremos juntos nesta coluna de ensino e filosofia econômica. Sou um economista do povo, não uso palavras e termos difíceis para confundir ou enganá-los. Muito bem, vamos adentrar ao tema de hoje, isto é, a história do bem mais precioso do mundo capitalista, o dinheiro.

A moeda como conhecemos hoje é resultado de anos de evolução, antigamente não tínhamos cédulas ou moedas, a economia girava em torno do escambo, ou melhor, a troca. Era troca de produtos sem tarifá-los ou estabelecer valores. Conta o Banco Central do Brasil que, quem pescasse mais peixe do que o necessário para si e seu grupo, trocava este excesso com o de outra pessoa que, por exemplo, tivesse plantado e colhido mais milho do que fosse precisar. Esta elementar forma de comércio foi dominante no início da civilização, podendo ser encontrada, ainda hoje, entre povos de economia primitiva, em regiões onde, pelo difícil acesso, há escassez de meio circulante, e até em situações especiais, em que as pessoas envolvidas efetuam permuta de objetos sem a preocupação de sua equivalência de valor. Este é o caso, por exemplo, da criança que troca com o colega um brinquedo caro por outro de menor valor, que deseja muito.

O gado, principalmente o bovino, foi dos mais utilizados; apresentava vantagens de locomoção própria, reprodução e prestação de serviços, embora ocorresse o risco de doenças e da morte, o que incorria em gastos e despesas. O sal foi outra moeda–mercadoria; de difícil obtenção, principalmente no interior dos continentes, era muito utilizado na conservação de alimentos. Ambos deixaram marca de sua função como instrumento de troca em nosso vocabulário, pois, até hoje, empregamos palavras como pecúnia (dinheiro) e pecúlio (dinheiro acumulado) derivadas da palavra latina pecus (gado). A palavra capital (patrimônio) vem do latim capita (cabeça). Da mesma forma, a palavra salário (remuneração, normalmente em dinheiro, devida pelo empregador em face do serviço do empregado) tem como origem a utilização do sal, em Roma, para o pagamento de serviços prestados.

Com o passar do tempo, as mercadorias se tornaram inconvenientes às transações comerciais, devido à oscilação de seu valor, pelo fato de não serem fracionáveis e por serem facilmente perecíveis, não permitindo o acúmulo de riquezas, ou seja, não havia como ficar rico.

Quero parar a história por aqui nesta semana, por isso a classifiquei como parte I. Vamos dissertar um pouco sobre o que já aprendemos?  Pensar que a moeda era à base de troca nos faz raciocinar como era vantajoso viver nessa época, pois eu poderia plantar somente milho e com ele encher minha dispensa de outros itens, ou seja, não precisaria me preocupar em ter outro emprego a não ser o de agricultor de milho. Talvez pudesse trocar várias sacas por uma casa maior ou por um arado mais possante!

Mas se isso continuasse até os nossos dias, muito provavelmente não teríamos o fenômeno da globalização, no qual tudo que temos aqui no Brasil existe igualmente nos outros países, como as quantidades imensas de telefones celulares, eletrônicos, alimentos, músicas, estilos e costumes. Então posso concluir que a evolução da moeda como conhecemos foi benéfica e necessária, levando em conta o progresso existente.

Mas tenho de reconhecer que, sem o passo a passo desta revolução, não haveria também as palavras de nosso vocabulário originário do latim. Graças aos romanos, hoje os nossos rendimentos e proventos trabalhistas chamam Salário! Sim, como dito, o sal era o pagamento no Império Romano, e era tão precioso que os soldados eram pagos totalmente com ele. E muito felizes ficavam os soldados, pois sem o sal não podiam conservar os alimentos, há uma semelhança com hoje? Sim, sem o salário não podemos ter o nosso alimento!

Perfeito, amigos, por hoje encerro o artigo. Semana que vem continuaremos nossa conversa falando sobre o metal, o ouro, o papel, o cheque e por fim o cartão de crédito. Cada um destes itens teve sua importância até chegarmos aos nossos dias. Nunca se esqueça que o dinheiro é para proteção, não para escravidão!

Renan Williams

Moore Brito

Bacharel em

Ciências Contábeis

renanwmoore@hotmail.com

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