Sabesp afirmou que está verificando a situação. Já o prefeito tranquilizou a população e afirmou que a água ainda é de boa qualidade
Na edição de domingo, 4, o Jornal Em Dia publicou uma matéria relatando o problema pelo qual a cidade vem passando em relação à água. Diversas reclamações foram recebidas pela redação e também podem ser conferidas pelas redes sociais a respeito da cor que a água que sai das torneiras e chuveiros vem apresentando nos últimos dez dias aproximadamente.
Para fazer a comparação, basta colocar um copo com água da torneira que recebe o líquido diretamente da rua e outro com água de galão. A diferença na cor dos dois copos é muito grande.
A água que vem da rua está amarelada e quando fica em descanso por certo tempo chega a ficar marrom. Há quem relate ainda que ao abrir torneiras e chuveiros sente cheiro semelhante ao de esgoto e que é possível sentir gosto diferenciado também.
Nessa segunda-feira, 5, a Sabesp respondeu ao contato do jornal informando que técnicos estão verificando o problema desde a última sexta-feira, 2.
A companhia afirmou ainda que “testes foram realizados e comprovaram que a água nas torneiras está dentro dos padrões de potabilidade, sendo, portanto, adequada ao consumo dos clientes”.
O prefeito Fernão Dias da Silva Leme também falou com a imprensa, na tarde de segunda-feira, 5. Ele explicou que a água do Rio Jaguari entra na represa e depois sai e, só então, é captada pela Sabesp para abastecer Bragança.
Do dia 20 de dezembro para cá, com a frequência de chuvas, a companhia diminuiu a vazão do reservatório Jaguari/Jacareí gradativamente, a fim de armazenar mais água. De mil litros por segundo, passou a liberar 750 l/s no Natal, e agora está liberando 500 l/s, de acordo com o prefeito.
Bragança Paulista capta 450 litros por segundo, ou seja, quase a totalidade do que está sendo liberado. Porém, devolve certa quantia ao Rio Jaguari, já que conta com Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).
Ocorre que, com a falta de chuvas, o Rio Jaguari está acumulando muitos aguapés, vegetação que retira o oxigênio da água. Com menos oxigênio, foi detectada a alta concentração de ferro e manganês no recurso captado. “Apenas a presença desses elementos químicos na água não causam diferença alguma quanto ao gosto, cheiro ou cor. Porém, com o acréscimo de cloro, usado para tratar a água, houve a reação apresentada na água nos últimos dias”, explicou Fernão Dias.
Apesar disso, o prefeito afirmou que a água que está chegando às torneiras dos bragantinos ainda é de boa qualidade. “Quero tranquilizar a população e dizer que a água pode ser consumida sem medo, pois apesar dessa reação, ela está potável”, garantiu Fernão Dias.
O pico de reclamações da população à Sabesp foi no dia 3 de janeiro, quando 192 munícipes entraram em contato com a companhia para receber informações sobre a qualidade da água. Um dia antes, 115 pessoas também reclamaram.
Porém, relatos de pessoas que entraram em contato com o Jornal Em Dia dão conta de que o problema começou no Natal. Ou seja, o início do problema coincide com a diminuição da vazão da Represa Jaguari/Jacareí, o que leva a crer que os fatos estão relacionados.
Enquanto a situação não se normaliza, a população continua sendo abastecida e pagando pela água amarelada.
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