Texto dedicado a Claudete Lopes da Silva Fernandes e Mário Johannes Henricus Palmen, a primeira, o amor que me trouxe à vida, e o segundo, o amor que trouxe mais vida à minha existência.
Os caminhos que o amor percorre nos são ainda ocultos, e, apesar de nos vangloriarmos por nossas descobertas e avanços tecnológicos, esses ainda não ousaram nem de longe sondar quais sejam os desígnios do amor.
Nossa vida se assemelha mesmo a um tear, no qual o grande Artista, risonho e seguro da arte que faz, vai tecendo, em meio a tons, ora escuros e tétricos, ora alegres e vibrantes, o curso de nossa existência.
O amor talvez seja de todas as cores de sua divina palheta, a mais vibrante e encantadora, aquela que dá vida à nossa reles existência e enche os olhos e a alma de encantamento.
E, sendo o Artista a própria personificação do amor, é com maestria que o insere em nós, fazendo-nos mais semelhantes a Ele. O amor nos modifica a ponto de nos assemelhar àquele que o é em essência.
E com que sutileza e graça é que nos vemos, de repente, envoltos por esse sentimento, que o amor nos olha mesmo é de soslaio, e só os mais despercebidos cedem a esses olhares silenciosos.
A vida e Ele, em seu tempo perfeito e perfeitamente determinado, nos surpreendem com o amor, e quando ele se instala, fica claro que uma vida inteira seria insuficiente para vivê-lo.
Quando o amor se instala, passamos a viver no outro e para o outro, que de tão nosso já se funde à nossa alma.
Tudo não passa de suposição antes do encontro com o verdadeiro amor, são só hipóteses de felicidade, promessas vazias... Mas quando ele chega, e não se pode ignorar sua chegada, nosso ser se enche da certeza de que, nem mesmo a morte pode nos afastar dele. E quando penso sobre isso, chego a desconfiar que o amor seja mesmo um resquício do Éden que ainda resiste em nós. A eternidade faz morada em seres tão limitados como nós, o Eterno nos ensina que o amor é o caminho de volta para casa.
Então, que o façamos de mãos dadas!
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